De olho em 2027, Holding Clube lança hub de experiências para a Copa Feminina

Por Soraia Alves 3 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
De olho em 2027, Holding Clube lança hub de experiências para a Copa Feminina

Referência há mais de 30 anos no marketing de experiências, a Holding Clube está de olho no futebol feminino. A empresa anunciou a criação da Casa Body Futebol Clube, um hub proprietário com foco na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será realizada no Brasil. O espaço pretende reunir transmissões de jogos, programação de conteúdo, experiências e discussões sobre visibilidade e investimentos no esporte feminino.

"Com a realização do evento no Brasil, nos sentimos na obrigação de ajudar a valorizar e fortificar a imagem do futebol feminino no país. É uma oportunidade única de potencializar um evento que é tão importante para as mulheres", explica Juliana Ferraz, sócia-diretora da Holding Clube.

O projeto foi apresentado durante a mais recente edição do All In, encontro que leva ao mercado o calendário de projetos do grupo. Segundo a empresa, a novidade está conectada com iniciativas que a companhia já realiza para o público feminino, como o B.O.D.Y. (Body Open Defines You), evento que oferece experiências que vão desde apoio ao empreendedorismo até a promoção da autoaceitação do corpo.

Com a Casa Body Futebol Clube, a ideia é expandir essas iniciativas por meio de uma jornada de experiências que incluem talks, oficinas, workshops com atletas, áreas de wellness e ambientes dedicados ao networking. Tudo isso envolopado com muita brasilidade.

"Temos acompanhado grandes eventos de esporte e de entretenimento pelo mundo. Fizemos muitas pesquisas para criar experiências inovadoras e criativas para essa Copa Feminina no Brasil, e entendemos que o principal caminho é a valorização da nossa cultura e da nossa arte", conta Ferraz.

A maior Copa Feminina de todos os tempos

Além da realização da Copa Feminina no Brasil, o projeto pega carona em um momento de maior interesse do público pela modalidade. De acordo com a pesquisa Futebol Feminino 2026, da Globo Ads Insights, no ano passado a audiência da categoria aumentou 19%, em comparação com o ano anterior.

Embora ainda distante do volume de negócios gerados pela Copa do Mundo masculina, a edição feminina tem crescido em receita a cada ano. Segundo dados da Fifa, o mundial de 2023 movimentou cerca de US$ 570 milhões (ante US$ 7,5 bilhões gerados pela competição masculina do Catar).

De acordo com Gal Barradas, diretora executiva da Fifa Women’s World Cup, a expectativa da instituição é que a edição brasileira do torneio seja a maior já realizada.

"Por sermos o país do futebol, termos um grande contingente de fãs e termos a modalidade feminina em ascensão no Brasil, a expectativa da Fifa é que esta será a maior Copa Feminina de todos os tempos", revelou a executiva à EXAME.

Legado de 2014

Para Thiago Jannuzzi, diretor executivo de operações da Fifa Women’s World Cup, diferente de quando o mundial masculino foi realizado em 2014, dessa vez o Brasil já conta com uma infraestrutura pronta para receber o evento – o que oferece mais segurança para as marcas explorarem diferentes experiêcias.

"Temos uma infraestrutura pronta, testada e aprimorada, além de uma mão de obra que já se provou muito eficiente e capacitada, e que vai estar à disposição do evento. As dimensões continentais do Brasil ainda são desafiadoras, especialmente quando pensamos em logística para conectar as oito cidades que recebrão os jogos. Mas já tivemos uma experiência muito bem sucedida em 2014 e vamos repetir o sucesso", analisa o executivo.

Além dos representantes da Fifa, o All In contou com executivos de empresas como Ambev, Nike e Vivo, já interessados no hub de experiências do Holding Clube como uma plataforma de comunicação e patrocínio.

De acordo com a empresa, a programação oficial da Casa Body Futebol Clube será anunciada nos próximos meses nas redes oficiais do evento.

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