De Oracle à Microsoft, a executiva brasileira que fez da reinvenção sua maior vantagem
Com três décadas moldando tecnologias globais, de mainframes a IA, a executiva brasileira Raquel Hauschild revela que a verdadeira vantagem competitiva na era digital é a curiosidade incansável e o prazer em recomeçar.
Raquel Hauschild transitou por gigantes como ADP, SAP, Oracle, Siebel, Microsoft e LS Retail, além de atuar como conselheira da SIKUR. Sua trajetória, iniciada nos anos 90 com cartões perfurados, reflete a evolução da TI: dos mainframes à nuvem e agora à inteligência artificial democratizada. "Eu gosto de recomeçar, especialmente em empresas menores, onde posso impactar cultura e resultados", afirma.
A arte da reinvenção constante
Formada em Ciências da Computação, Raquel sempre buscou desafios que exigissem adaptação. Cada transição – de ADP à SAP, Oracle ao ecossistema Microsoft – não foi fuga, mas oportunidade de deixar legado. "Não é mudar de emprego, é abraçar crescimento", explica. Essa mentalidade explica sua resiliência em um setor onde 85% das habilidades são obsoletas em cinco anos, segundo o World Economic Forum.
Testemunha de eras tecnológicas, Raquel destaca que o diferencial está em dominar processos de negócio, não apenas código. "Quando você entende o negócio, sabe onde a tecnologia resolve", diz. Para ela, a IA atual – "sempre presente, agora acessível" – é oportunidade, não ameaça. Essa visão estratégica a levou, em 2023, ao Programa de Inteligência Artificial para C-Levels da Exame | Saint Paul, mesmo com vasta experiência.
Nunca é tarde para se atualizar
Aos executivos seniores, Raquel recomenda: "Estude sempre". O programa não foi curso técnico, mas imersão em tendências vivas. "Admiro sua adaptação constante às mudanças", elogia. Em um LinkedIn Learning report de 2025, 72% dos líderes admitem precisar de upskill em IA para não perder relevância.
Raquel personifica a liderança 4.0: flexível, aprendente perpétua. Num mundo onde McKinsey prevê que 45% das atividades profissionais serão automatizadas até 2030, sua receita é clara: curiosidade como motor, recomeços como combustível. "A gente tem que se reciclar sempre", resume – lição que vai além da tecnologia, direto ao coração de qualquer carreira em transformação.
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