Dengue: São Paulo começa aplicação da Butantan-DV nesta segunda-feira, 9
O Governo de São Paulo começa nesta segunda-feira, 9, a vacinação contra a dengue utilizando o imunizante Butantan-DV. Na primeira etapa, o grupo prioritário será composto pelos profissionais de saúde da rede municipal.
O composto desenvolvido pelo Instituto Butantan foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025 e pode ser aplicado na população de 12 a 59 anos.
A vacina é aplicada em dose única.
Primeira fase da vacinação
Na primeira fase de imunização contra dengue, cerca de 216 mil profissionais da rede pública de saúde poderão receber a vacina.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde liberou 99 mil doses para o estado de São Paulo utilizar nesta etapa.
Como a vacina da dengue foi desenvolvida?
A Butantan-DV protege contra quatro sorotipos do vírus da dengue e é indicada para pacientes que tiveram ou não contato com o patógeno.
Os estudos foram conduzidos entre 2016 e 2024 com 16 mil voluntários e apontam que a proteção dura por até cinco anos.
Entre o público de 12 a 59 anos, a eficácia geral foi de 74,7% e contra casos graves o percentual ficou em 91,6%.
A hospitalização foi evitada em 100% dos pacientes.
Em relação às reações, o imunizante registrou apenas sintomas moderados. Os principais são dor e vermelhidão no local de aplicação, dor de cabeça e fadiga.
A aprovação da Anvisa foi concedida após envio dos relatórios que detalham os cinco anos de acompanhamento do ensaio clínico de fase 3.
Novos estudos com a Butantan-DV
Para ampliar a imunização, o Instituto Butantan está recrutando voluntários de 60 a 79 anos para um novo grupo de ensaios clínicos.
As análises serão realizadas nos centros de pesquisa de Porto Alegre (RS), Pelotas (RS) e Curitiba (PR).
Até então, o Sistema Único de Saúde (SUS) utilizava o imunizante Qdenga, da farmacêutica Takeda, que era aplicado em duas doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Benefícios da dose única
Um relatório de 2018 publicado por pesquisadores do Reino Unido apontava que programas de imunização com menos doses estão associados a maior cobertura vacinal e melhor enfrentamento da doença.
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