'Trump e Lula estabeleceram uma boa relação', diz secretário do Tesouro dos EUA

Por Mateus Omena 11 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'Trump e Lula estabeleceram uma boa relação', diz secretário do Tesouro dos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou nesta terça-feira, 10, que os presidentes Donald Trump, dos EUA, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, tiveram um começo difícil, mas superaram as diferenças e hoje mantêm uma relação sólida.

A fala do secretário americano ocorreu durante o CEO Conference Brasil 2026, evento realizado em São Paulo pelo BTG Pactual.

Para Scott Bessent, o cenário atual da América Latina é "empolgante”. Durante o evento, ele apontou sinais positivos de cooperação por parte do governo brasileiro com o governo dos Estados Unidos.

"Acho que, depois de um começo conturbado, o presidente Trump e o presidente Lula estabeleceram uma boa relação. E, por isso, considero que o que está acontecendo na América Latina é extremamente empolgante".

E acrescentou: "Também notamos muita boa vontade por parte do governo brasileiro. É curioso porque o presidente Lula tem uma tradição de manter bons relacionamentos com presidentes republicanos nos Estados Unidos. E acho que agora estamos no tom certo com o presidente Trump. Acredito que, nos próximos meses, haverá alguma delegação de empresários brasileiros e representantes do governo visitando o presidente Trump, com o presidente Lula, e acho que isso pode ser marcante".

Oportunidades na América Latina

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos avaliou que há uma oportunidade geracional em curso na América Latina e destacou que o foco do país está voltado para o eixo norte-sul. Durante sua fala, ele fez críticas à gestão do ex-presidente Barack Obama, ao afirmar que os Estados Unidos deixaram de aproveitar uma "oportunidade épica" ao não se aproximarem de nações interessadas em adotar políticas econômicas alinhadas a Washington.

Ao comentar a relação com a China, Bessent descreveu o momento entre os dois países como estando em um “lugar muito confortável”.

"Vamos ser rivais, mas queremos que a rivalidade seja justa. Não queremos nos desvincular da China, mas precisamos reduzir riscos".

Scott Bessent também citou duas frentes defendidas pelos Estados Unidos no âmbito do G20— grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo. A primeira, voltada para o crescimento econômico, e a segunda, com foco na retomada da soberania produtiva em setores estratégicos. Segundo ele, isso inclui áreas como minerais críticos, semicondutores e medicamentos.

"Os EUA, como vimos durante a Covid, são muito dependentes da China para suprimentos médicos. Portanto, acho que podemos ter uma relação muito produtiva, mas sempre seremos concorrentes. Sou da visão de que a competição faz você fazer melhor, impede a estagnação".

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