Depósito irregular com produtos da empresa de Virginia Fonseca é interditado em Anápolis

Por Juliana Gardesani 17 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Depósito irregular com produtos da empresa de Virginia Fonseca é interditado em Anápolis

Um galpão utilizado de forma irregular para armazenar produtos da marca WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, foi interditado em Anápolis após uma operação conjunta de fiscalização. A ação mobilizou a Vigilância Sanitária municipal, a equipe de Posturas da prefeitura, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Polícia Militar. O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), também esteve no local durante a fiscalização.

O imóvel tem aproximadamente 3.300 metros quadrados e está localizado na avenida Brasil Sul, no bairro São João. No interior do galpão, os fiscais encontraram uma grande quantidade de produtos armazenados e empilhados em praticamente toda a extensão do espaço. Entre os itens estavam suplementos alimentares, cosméticos e produtos de higiene pessoal da marca WePink, como shampoos, body splashes, desodorantes e perfumes.

De acordo com as informações apuradas pelas autoridades, o empreendimento está registrado em nome da empresa TP Distribuição. No momento da operação, não havia um responsável legal presente no local. Apenas funcionários foram encontrados no galpão, e eles informaram que o espaço funcionava como uma espécie de centro de distribuição, responsável pelo envio de mercadorias para pelo menos 20 estados brasileiros.

Durante a vistoria, os fiscais identificaram uma série de irregularidades. O galpão não possuía certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros Militar, tampouco licença ambiental ou alvará de funcionamento emitido pela prefeitura. Também não havia licença sanitária da Vigilância Sanitária nem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para atividades relacionadas a produtos sujeitos à regulação sanitária.

Outro ponto levantado pelas autoridades foi a ausência de comprovação de medidas básicas de higiene e controle sanitário no local. Os funcionários não apresentaram registros de dedetização ou qualquer tipo de controle para evitar a proliferação de pragas urbanas, como ratos e baratas, o que aumentou a preocupação dos órgãos fiscalizadores quanto às condições de armazenamento dos produtos.

Todos os itens encontrados no galpão foram apreendidos pelas autoridades e permanecerão retidos até que seja apresentado um responsável legal e definida a destinação adequada, conforme a regularização exigida pelos órgãos competentes. A liberação dos produtos dependerá do cumprimento das exigências legais e sanitárias.

Além da interdição, foi instaurado um processo administrativo para apuração das irregularidades. A multa que poderá ser aplicada ainda não foi definida e deverá ser calculada ao longo da tramitação do processo, conforme a gravidade das infrações constatadas.

As autoridades também informaram que não foi possível determinar com precisão há quanto tempo o galpão vinha operando. Isso porque a atividade no local teria sido iniciada sem o devido registro ou comunicação prévia aos órgãos de fiscalização, o que dificultou o rastreamento do período de funcionamento e das condições anteriores do espaço.

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