Devemos ter farmácias nos supermercados ainda em 2026, diz presidente da Abras

Por André Martins 28 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Devemos ter farmácias nos supermercados ainda em 2026, diz presidente da Abras

O setor de supermercados deve começar a instalar farmácias dentro das lojas ainda em 2026 com a sanção da nova lei, segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi.

A avaliação é de que a implementação será gradual, mas com primeiros movimentos já no curto prazo.

“Ainda neste ano, nós já vamos ver inúmeras farmácias sendo implantadas no setor de supermercados”, diz Galassi à EXAME.

Apesar da expectativa de início ainda neste ano, o presidente da entidade avalia que a mudança será progressiva.

“Essa não é uma corrida de 100 metros. É uma transformação estrutural do varejo, que vai acontecer ao longo do tempo”, afirma.

A lei sancionada permite que supermercados instalem farmácias dentro de suas lojas, desde que em espaços físicos separados e com cumprimento das regras sanitárias. Medicamentos não poderão ser vendidos em prateleiras comuns.

Hoje, cerca de 20% das farmácias já funcionam em galerias anexas a supermercados, mas como operações independentes.

Na prática, o consumidor poderá acessar a farmácia durante a compra no mercado e pagar todos os produtos adquiridos de uma vez só. Segundo Galassi, haverá flexibilidade no pagamento.

“Você pode pagar na farmácia ou levar o produto lacrado e pagar no caixa do supermercado. Isso facilita muito o dia a dia do consumidor, porque ele resolve tudo em um único local”, diz.

Além da operação física, o modelo também deve avançar no comércio eletrônico.

“O consumidor poderá entrar no e-commerce do supermercado e comprar também medicamentos no mesmo ambiente”, afirma.

A implementação deve variar entre as empresas. Parte das redes já atua com farmácias e deve adaptar suas operações. Outras devem buscar parcerias.

“Nem todos os supermercados vão operar farmácias diretamente. Muitos devem fazer parcerias com redes ou farmácias independentes”, diz.

Setor vê espaço para aquisições e parcerias com farmácias

O presidente da Abras também não descarta movimentos de aquisições no setor como forma de acelerar a entrada dos supermercados no mercado farmacêutico.

“Empresas que não operam farmácias podem buscar esse conhecimento por meio de aquisições ou parcerias”, afirma.

Segundo ele, a compra de pequenas redes ou farmácias independentes pode ser uma forma de incorporar expertise operacional e conhecimento técnico, especialmente em um segmento altamente regulado.

“Muitas farmácias de bairro são tocadas por profissionais com forte vínculo local e grande conhecimento do negócio. Esse ativo tem valor”, diz.

Modelo amplia concorrência e deve avançar de forma gradual

Segundo o presidente da Abras, a medida tende a aumentar a concorrência no setor, mas ele não garante que terá impacto no preços.

“Quando você amplia o mercado, todos precisam competir mais. Isso é positivo para o consumidor”, afirma.

Ele também avalia que o novo modelo abre espaço para pequenos negócios.

“É uma oportunidade tanto para supermercados menores quanto para farmácias de bairro, que podem firmar parcerias”, diz.

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