Disputa por vaga no TCU testa força de Hugo Motta na Câmara
A Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira, 13, a sabatina dos indicados a uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), em um processo que deve testar a capacidade de articulação do presidente da Casa, Hugo Motta.
A análise ocorre na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), antes da votação em plenário marcada para terça-feira, quando os parlamentares escolherão, em voto secreto, o novo ministro da Corte.
A vaga foi aberta após a aposentadoria de Aroldo Cedraz, em fevereiro. Sete deputados disputam o posto: Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES), Odair Cunha, Soraya Santos e Adriana Ventura.
Disputa expõe força política de Hugo Motta
A eleição é tratada nos bastidores como um termômetro da força de Hugo Motta, que apoia Odair Cunha para a vaga. O compromisso com o PT foi firmado ainda em 2024, com aval de Arthur Lira, em troca do apoio da bancada petista à sua eleição para a presidência da Câmara.
A demora para pautar a votação refletiu o receio de derrota. Interlocutores apontam que Motta evitou levar o tema ao plenário diante da incerteza sobre os votos necessários para eleger Cunha.
Uma eventual derrota do candidato do PT é vista como risco direto à autoridade do presidente da Câmara, enquanto a vitória reforçaria sua capacidade de articulação.
Sabatina é etapa formal antes da decisão
Na Comissão de Finanças e Tributação, o relator Emanuel Pinheiro Neto conduzirá os trabalhos. Cada candidato terá até dez minutos para apresentação inicial, seguida por perguntas dos parlamentares.
Apesar disso, a etapa tem caráter consultivo. Todos os nomes seguem automaticamente para votação em plenário, onde a decisão será tomada em turno único.
No campo da oposição, o PL recuou da indicação inicial de Hélio Lopes e passou a apoiar Soraya Santos. A mudança foi defendida por Flávio Bolsonaro, que argumenta pela ampliação da presença feminina em tribunais superiores, hoje sem mulheres no TCU.
Nos bastidores, aliados do governo avaliam que, por se tratar de voto secreto, Odair Cunha pode receber apoio inclusive de parlamentares da oposição, o que aumenta a imprevisibilidade do resultado.
*Com O Globo
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: