Do Google à Tesla: Irã ameaça atacar empresas americanas no Oriente Médio; veja a lista

Por Mateus Omena 31 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Do Google à Tesla: Irã ameaça atacar empresas americanas no Oriente Médio; veja a lista

A Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta terça-feira, 31, que passará a atingir empresas dos Estados Unidos no Oriente Médio como resposta aos bombardeios conduzidos por forças americanas e por Israel. O comunicado indica uma ampliação dos alvos, incluindo estruturas empresariais ligadas aos EUA na região.

Segundo a mídia estatal iraniana, 18 organizações foram identificadas como potenciais alvos. As ações podem ocorrer a partir das 20h desta quarta-feira, 1º, no horário de Teerã (equivalente a 13h30 em Brasília). A medida sinaliza uma mudança na estratégia, com inclusão de alvos civis ligados a interesses econômicos americanos.

"Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos", afirmou a Guarda Revolucionária, em um comunicado.

No texto, a Guarda Revolucionária iraniana recomendou os funcionários dessas empresas a deixarem os escritórios imediatamente.

"Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro".

Quais são as empresas ameaçadas pelo Irã?

Mais cedo, também nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária informou ter realizado ataques contra duas instalações militares dos Estados Unidos: uma estrutura nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento de tropas no Bahrein. Até o momento, não há confirmação oficial dos governos envolvidos sobre os ataques relatados pelo Irã.

De acordo com o comunicado iraniano, a instalação nos Emirados Árabes Unidos estava localizada nas proximidades da base aérea de Al Minhad e teria sido destruída após um ataque ocorrido na segunda-feira. O Irã afirma que cerca de 200 militares norte-americanos estavam no local no momento da ofensiva, informação que não foi confirmada pelos Estados Unidos.

"Ontem, com a superioridade de inteligência do Irã, um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído. Segundo nossas informações, antes do impacto, cerca de 200 oficiais e comandantes americanos estavam vivos no local. (...) Tanto as bases dos Estados Unidos na região se tornaram inseguras para os comandantes inimigos quanto sua presença em pontos de apoio", declarou a Guarda.

No Bahrein, o alvo teria sido um alojamento de tropas da Marinha dos Estados Unidos. Segundo a Guarda Revolucionária, o ataque foi realizado com precisão. O comunicado menciona que o Comando Central dos EUA tende a minimizar os danos, indicando divergência sobre a extensão dos impactos.

O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta terça-feira que acompanhou a interceptação de dois mísseis iranianos direcionados a "uma sala cheia de oficiais reunidos", sem detalhar o local ou o contexto da ação.

Bases militares e escalada regional

As bases americanas no Oriente Médio têm sido alvo de ataques desde o início do conflito, há mais de um mês. Em resposta ao cenário, os Estados Unidos realizaram a retirada de parte de suas tropas entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação das hostilidades.

As forças mencionadas no Bahrein integram a 5ª Frota naval dos Estados Unidos. O principal ponto de apoio da frota é a "Naval Support Activity (NSA) Bahrain", base estratégica localizada no Golfo Pérsico e utilizada para operações militares na região.

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