É falência do governo Lula, diz Flávio Bolsonaro após rejeição de Messias ao STF
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou na noite desta quarta-feira, 29, que a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) por 42 votos a 34, é um momento histórico para o Senado e representa a "falência do governo Lula".
"É um momento histórico: o Senado, pela primeira vez, não aprova o nome indicado ao Supremo Tribunal Federal. Isso é um bom sinal, porque a democracia pode voltar a respirar, porque ninguém nunca fez ataques às instituições, ninguém tentou dar golpe, não tem nada", afirmou a jornalista após a votação.
Ao ser questionado sobre o impacto desse resultado na eleição, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o resultado é a "falência da sustentação do governo Lula no Congresso Nacional".
"Esse governo tem machucado muito a classe política, pisando no Congresso, contando com algum nível de ajuda no Supremo Tribunal Federal", disse.
Flávio afirmou ainda que não participou de nenhuma articulação política e não "correu atrás de votos", mas disse que para ocorrer o resultado houve influência política, em referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
O pré-candidato à presidência da República disse que o resultado também é uma resposta aos "aroubos" do Supremo e voltou a pedir autocontenção da Corte.
"E agora, nessas eleições, grande parte dos senadores será escolhida com base se é a favor ou contra impeachment de ministro, o que não é saudável", afirmou.
Primeira rejeição em 130 anos
Ao rejeitar o nome de Messias, o Senado impôs a maior derrota política a um presidente em mais de 130 anos. Foi no governo do então presidente Floriano Peixoto, em 1894, a última vez que um nome não foi aprovado pelos parlamentares.
O AGU aguardou mais de 150 dias para ser votado pelo Senado. A indicação provocou um mal-estar entre o governo Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), que defendia a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD). Existe receio do governo de que o nome poderia ser recusado por não ter apoio do presidente do Senado.
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