É o fim do recrutamento padrão? Conheça a nova lógica do RH para fechar vagas em um mercado escasso

Por institucional 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
É o fim do recrutamento padrão? Conheça a nova lógica do RH para fechar vagas em um mercado escasso

No meio de um mercado de trabalho mais dinâmico e competitivo, empresas começam a rever um ponto básico da operação: como contratar.

A chamada “atração adaptativa” surge como resposta a um problema antigo, mas cada vez mais evidente: processos seletivos que não acompanham a realidade das vagas e dos talentos.

Na prática, trata-se de ajustar continuamente o funil de recrutamento para garantir que, ao final do ciclo, a vaga seja preenchida — e com retenção. É menos sobre volume de candidatos e mais sobre calibrar cada etapa para aumentar conversão e aderência.

Mas o desafio está longe de ser trivial. Para L’Occitane Group, o gargalo começa na origem. “A gente está sempre procurando as mesmas pessoas, com os mesmos perfis, e isso, obviamente, limita o resultado”, afirmou Carolina Zwarg durante painel no RH Summit. Segundo ela, ampliar o olhar sobre os candidatos é o primeiro passo para destravar o processo e torná-lo mais eficiente.

Carolina Zwarg, da L’Occitane Group, e Rose Pucceti, do Pague Menos, no RH Summit 2026

Já na Pague Menos, o desafio ganha escala. A empresa contrata mais de 6 mil pessoas por ano para operar uma rede de 1.700 farmácias no Brasil todo, muitas vezes com decisões descentralizadas na ponta. “Já passou da hora de ter um olhar mais abrangente”, disse Rose Pucceti. Mesmo com a criação de polos regionais, o recrutamento ainda depende fortemente de lideranças locais.

Para lidar com esse cenário, a companhia tem redesenhado o processo com apoio de inteligência artificial — incluindo o teste de um bot para analisar o match entre candidato e vaga. “Recrutamento tem ciência e tem arte”, afirmou Pucceti, destacando que a empresa ainda está no início dessa jornada e aprendendo a usar a tecnologia de forma eficaz.

Do outro lado, Zwarg aponta que o uso de IA exige cuidado: na experiência da companhia, aplicar a tecnologia nas etapas iniciais gerou exclusão excessiva de candidatos. O ganho veio ao deslocar seu uso para fases mais avançadas da seleção.

No fim, a atração adaptativa impõe uma mudança de mentalidade: menos rigidez, mais ajuste contínuo. Em um mercado onde talento é escasso e tempo é custo , adaptar o processo pode ser a diferença entre crescer ou travar.

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