Ela entregava jornais e mentiu para conseguir uma reunião: hoje comanda um império de US$ 5 bilhões

Por Raphaela Seixas 24 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ela entregava jornais e mentiu para conseguir uma reunião: hoje comanda um império de US$ 5 bilhões

No ecossistema das grandes fortunas e marcas de luxo, a distância entre uma ideia brilhante e um negócio bilionário costuma ser medida pela capacidade de execução.

Para a empresária britânica Emma Grede, essa distância foi percorrida em 2015 com um único telefonema. Hoje, como a mente estratégica por trás da Skims — avaliada em US$ 5 bilhões — e sócia de marcas como Good American e Safely, Grede consolida-se como um dos nomes mais influentes do varejo global ao provar que o protagonismo empresarial exige, acima de tudo, coragem para criar as próprias oportunidades.

A trajetória da milionária self-made não é fruto de conexões herdadas, mas de uma compreensão aguda sobre o mercado de talentos e entretenimento. Antes de se tornar parceira das Kardashians, Grede já comandava sua própria agência em Londres e Los Angeles, onde mapeava o cenário jurídico e de agenciamento de Hollywood.

Foi esse conhecimento técnico que permitiu a ela identificar um nicho inexplorado: a falta de inclusividade radical no mercado de denim, voltada para mulheres que, como Khloé Kardashian, sentiam-se negligenciadas pela moda convencional.

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O triunfo do 'E se não for eu, quem será?' sobre a síndrome do impostor

Diferente de muitos empreendedores que aguardam por introduções formais ou planos de negócios perfeitos, Grede optou pelo "cold call" direto a Kris Jenner, a matriarca e gestora da família mais famosa da mídia americana. Sem nunca ter gerido uma marca de moda anteriormente, ela vendeu uma visão.

Quando Jenner questionou quando ela estaria em Los Angeles para uma reunião presencial, Grede, que viajava apenas trimestralmente para a cidade, mentiu e afirmou que estaria lá na semana seguinte. O resultado dessa ousadia foi o lançamento da Good American, que faturou US$ 1 milhão em seu primeiro dia, tornando-se o maior lançamento de vestuário de denim da história.

Essa mentalidade de "fazer acontecer" é o que a empresária define como o antídoto para a síndrome do impostor. Para Grede, o sucesso não é uma questão de permissão, mas de ocupação de espaços.

Sua trajetória, que inclui ser a primeira investidora negra no programa Shark Tank e integrar o conselho da Fundação Obama, é um testemunho de que a audácia é um ativo financeiro tão valioso quanto o capital inicial. Ela defende que a principal diferença entre quem sonha e quem realiza é a disposição para assumir riscos e colocar-se em situações de desconforto deliberado.

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