Eles deixaram a Google e a Meta para criar uma startup de IA: 'A habilidade crucial não é técnica'

Por Da Redação 4 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Eles deixaram a Google e a Meta para criar uma startup de IA: 'A habilidade crucial não é técnica'

O que leva dois engenheiros de alto escalão — um vindo do DeepMind do Google e outro da infraestrutura de publicidade da Meta — a abandonarem a estabilidade das "Big Techs" para mergulharem na incerteza de uma startup? Para Praneet Dutta (32) e Joe Cheuk (33), a resposta não está apenas na tecnologia, mas na busca por autonomia e na crença de que a IA permite que equipes minúsculas realizem feitos antes reservados a exércitos de programadores.

A Pomo, startup de marketing impulsionada por IA, acaba de captar US$ 4,5 milhões em financiamento inicial. Contudo, segundo seus fundadores, o segredo do sucesso não reside apenas nos algoritmos de aprendizado de máquina, mas em uma mentalidade que eles definem como "Grind Mode" (modo de trabalho intenso).

Dutta e Cheuk se conheceram em um Uber Share no primeiro dia de Dutta no Google, há quase uma década. Embora trabalhassem em áreas distintas — um focado em IA e outro em infraestrutura de nuvem — passaram anos colaborando em projetos paralelos. O ano de 2024, no entanto, foi o ponto de inflexão.

"Vimos uma mudança de paradigma no que esses modelos de IA eram capazes de fazer", afirma Dutta. A convergência entre o amadurecimento da tecnologia, a estabilidade de seus vistos de residência (Green Cards) e a velocidade do ciclo de financiamento no Vale do Silício criou a janela de oportunidade perfeita.

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A morte da indecisão: O choque cultural pós-Big Tech

A maior mudança ao sair de gigantes como Google e Meta não foi técnica, mas cultural. Em grandes corporações, camadas de aprovação criam uma rede de segurança, mas também lentidão. Em uma startup, o custo da indecisão é fatal.

"Nas Big Techs, você espera pela aprovação perfeita. Aqui, o foco é a proatividade imediata", explica Cheuk. Ele ressalta que a experiência anterior serve como uma biblioteca mental: ao enfrentar um problema, a solução "salta" à mente porque já foi validada por milhares de engenheiros brilhantes no passado. "Não há razão para desacelerar e pensar demais. Se é razoável e funcional, nós simplesmente executamos."

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