Engie e Cymi são os maiores vencedores de leilão de transmissão de R$ 3,3 bi
O primeiro Leilão de Transmissão de 2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado nesta sexta-feira, 27, na sede da B3, em São Paulo, terminou com a Engie e a Cymi como as maiores vencedoras.
Foram cinco lotes leiloados, que preveem R$ 3,3 bilhões em investimentos na infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil.
A licitação prevê a construção e manutenção de 798 quilômetros (km) em linhas de transmissão e de 2.150 MVA em expansão da capacidade.
O governo estima a criação de 8.498 empregos em 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina, São Paulo.
O prazo para conclusão das obras varia de 42 a 60 meses, dependendo da complexidade da construção.
Como foi o leilão
O deságio médio do leilão foi de 50,69%. Segundo a Aneel, esse foi o maior deságio desde 2020 e representará uma economia para os consumidores durante a vigência dos contratos somará R$ 7,6 bilhões.
A Engie levou os lotes 2 e 3 e a Cymi com os lotes 1 e 5. O Consórcio BR2ET, formado pelas empresas Emin, Brasiluz, Brenergia e Raff Geração e Comércio de Energia, também arrematou um lote.
Os valores de Receita Anual Permitida (RAP) propostos pelos vencedores, de R$ 286.195.529,00, foram 50,69% menores que o teto de R$ 580.439.277,31 estabelecido pela ANEEL. Essa receita anual, que é cobrada na tarifa de energia elétrica, remunera os agentes para a construção e manutenção dos empreendimentos leiloados ao longo de 30 anos.
O lote 1 foi arrematado pela Cymi, com oferta de R$ 46,6 milhões de RAP e deságio de 46,85%. A disputa incluiu a Axia Energia, antiga operação da Eletrobras, e o Consórcio Olympus XX, ligado à Alupar.
O ativo corresponde a uma concessão existente, com 115 km de linhas de transmissão que atendem a região Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. O projeto também prevê a expansão da rede, com 43 km de novas linhas e subestações entre São Paulo e Minas Gerais.
A RAP, ou Receita Anual Permitida, define a remuneração máxima das concessionárias pela construção, operação e manutenção dos ativos.
O lote 2 foi vencido pela Engie, com oferta de R$ 18,14 milhões de RAP e deságio de 46,89%. O projeto envolve 137 km de linhas de transmissão entre Ponta Grossa, São Mateus do Sul e Canoinhas, nos estados do Paraná e Santa Catarina.
A Engie também arrematou o lote 3, dividido em quatro sublotes. O conjunto inclui a instalação de compensadores síncronos no Ceará e no Rio Grande do Norte. O lote 3 prevê investimento de R$ 1,4 bilhão, com RAP máxima de R$ 233,9 milhões e prazo de 42 meses.
O lote 4, com ativos na Bahia e em Sergipe, foi vencido pelo Consórcio BR2ET, com deságio de 37,89%. O grupo deve investir R$ 377,3 milhões, com RAP de R$ 25,6 milhões e prazo de execução de 42 meses.
Por fim, o lote 5 ficou novamente com a Cymi. O projeto prevê investimento de R$ 1 bilhão, com RAP de R$ 91,2 milhões, prazo de 60 meses e deságio de 50,9%.
Além dela, também apresentaram propostas por esse lote a Taesa-Transmissora Aliança de Energia Elétrica, a Celeo Redes Brasil, FIP Warehouse, EDP Energias do Brasil, Consórcio Olympus e Axia Energia Sul.
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