Esporte feminino avança e mira salto bilionário, segundo BofA
O esporte feminino deve acelerar seu crescimento nos próximos anos. Segundo o Bank of America, as receitas do setor podem avançar até 250% até 2030.
A tendência ganhou força à medida que grandes modalidades, como o futebol, passaram a atrair investimentos institucionais e aportes de fundos de capital de risco de forma acelerada. O movimento, segundo o BofA, é uma mudança estrutural no mercado esportivo, que vê no esporte feminino uma nova fronteira de expansão.
Outro indicador relevante está no crescimento da audiência, de acordo com a análise. Desde 2020, o público dos esportes femininos nos Estados Unidos praticamente triplicou. Segundo o levantamento, consumidoras mais jovens, conectadas digitalmente e com maior poder aquisitivo têm impulsionado a presença em eventos ao vivo, o aumento das vendas de produtos licenciados e a expansão nas redes sociais.
Ligas femininas de modalidades como futebol, basquete, rúgbi e críquete aparecem entre as mais bem posicionadas para sustentar esse avanço nos próximos anos, ampliando receitas e relevância comercial.
De acordo com a BofA Global Research, o crescimento da audiência e do engajamento também tem atraído novos patrocinadores, interessados em dialogar com uma base de fãs cada vez mais engajada.
As receitas globais do esporte feminino também devem alcançar US$ 3 bilhões (R$ 15,3 bilhões) em 2026. Os dados são de um estudo da Deloitte. O valor representa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior.
Mas e no Brasil?
No país, o crescimento também é perceptível, embora ainda existam menos dados consolidados sobre interesse feminino em esportes praticados por mulheres, em comparação com o mercado norte-americano. Mesmo assim, indicadores recentes apontam avanço consistente no interesse feminino pelo esporte em geral.
Segundo o relatório Women and Sports, produzido pela Ibope Repucom, o interesse médio feminino pelas 30 modalidades esportivas mais populares do Brasil cresceu 20% desde 2020.
O dado reforça uma transformação no perfil do público esportivo brasileiro, com maior participação feminina em diferentes modalidades.
Entre os esportes que mais cresceram em interesse entre as mulheres, o destaque fica para o skate, impulsionado pelo fenômeno Rayssa Leal, com alta de 48%. Na sequência aparecem tênis (33%), futebol de areia (31%), futsal (27%) e atletismo (22%).
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, tem potencial para impulsionar ainda mais o interesse do público, o consumo esportivo e a valorização das modalidades femininas no país.
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