Eduardo Leite enfrenta cenário adverso no RS e incerteza no PSD trava sucessão
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, enfrenta um cenário adverso tanto na disputa interna do PSD pela candidatura à Presidência quanto na tentativa de viabilizar seu sucessor no estado.
Leite definiu como candidato o atual vice, Gabriel Souza, mas o aliado aparece atrás de concorrentes nas pesquisas, como Luciano Zucco, Edegar Pretto e Juliana Brizola.
A indefinição nacional impacta diretamente o cenário local. Caso seja escolhido para disputar o Planalto, Leite terá que deixar o cargo até 4 de abril, o que abriria espaço para Gabriel Souza assumir o governo e ganhar visibilidade antes das eleições.
No entanto, o governador afirmou que só renunciará se for candidato à Presidência. Caso contrário, permanecerá no cargo até o fim do mandato, o que limita o tempo de exposição do seu sucessor.
A decisão depende da escolha do partido, que também avalia o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, apontado como favorito dentro da sigla.
Cenário eleitoral desfavorável
Leite foi o único entre os governadores presidenciáveis do PSD a precisar de segundo turno para se reeleger em 2022. À época, superou Onyx Lorenzoni na disputa final.
Pesquisas mais recentes indicam dificuldade para transferir capital político. Levantamento de 2025 apontou que a maioria dos eleitores gaúchos não acredita que o governador conseguirá eleger seu sucessor.
Em outro cenário, Gabriel Souza aparece com apenas 5% das intenções de voto, atrás de Zucco e Brizola, além de empate técnico com Pretto.
No campo da direita, Luciano Zucco tenta consolidar uma frente ampla com apoio de partidos como PL, Novo, Podemos, Republicanos e PP.
Já à esquerda, há disputa pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre Juliana Brizola e Edegar Pretto.
Alternativas e articulações
Leite chegou a considerar uma candidatura ao Senado, mas o cenário também é competitivo. Nomes como Manuela D'Ávila e Paulo Pimenta aparecem no campo governista, enquanto Marcel Van Hattem e Ubiratan Sanderson despontam entre aliados de Zucco.
Caso permaneça no governo, o grupo de Leite avalia compor chapa com o ex-governador Germano Rigotto para o Senado.
Após reunião com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, Leite afirmou estar “animado” com a possibilidade de candidatura própria do partido.
Kassab indicou que a decisão entre Leite e Caiado deve ser tomada até a próxima semana, em busca de consenso interno.
*Com informações do O Globo
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