Esporte feminino deve crescer 25% e faturar R$ 15 bi em 2026, diz estudo
As receitas globais do esporte feminino devem alcançar US$ 3 bilhões (R$ 15,3 bilhões) em 2026. Os dados são de um estudo da Deloitte divulgado nesta semana. O valor representa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior.
Na temporada de 2025, o setor movimentou US$ 2,4 bilhões após expansão de 248% entre 2022 e 2025.
De acordo com a consultoria, direitos de transmissão e bilheteria devem responder por 30% das receitas totais. Modalidades como críquete, rúgbi e vôlei ampliaram a base de investimentos, além de futebol e basquete.
Ainda segundo a Deloitte, futebol, futebol americano e basquete feminino devem concentrar cerca de 35% cada da receita total em 2026.
A América do Norte lidera como principal mercado, com US$ 1,64 bilhão, equivalente a 54% do total. A Europa aparece na sequência, com US$ 434 milhões (14%).
“Esse crescimento mostra que os esportes femininos, em especial o futebol, está ganhando espaço de verdade, não só em visibilidade, mas também em receita. É um sinal de que existe interesse e conexão com o torcedor e para os clubes. O desafio agora é transformar esse momento em estrutura, investimento e continuidade", afirma Renata Armiliato, gerente de futebol feminino do Internacional.
Esporte feminino no Brasil
No Brasil, o futebol feminino registra aumento de visibilidade. Em 2025, 92 empresas estamparam marcas nos uniformes das 16 equipes do Brasileirão, segundo o Ibope.
“Esse avanço é resultado de maior profissionalização, da melhoria na gestão dos ativos e de um interesse crescente do público, dos patrocinadores e dos investidores, que passaram a enxergar o esporte como uma plataforma consistente de negócios e engajamento.”, afirma Renê Salviano, CEO da agência Heatmap Sports Marketing.
Futebol impulsiona crescimento
Um estudo da Nielsen Sports, em parceria com a PepsiCo, projeta que o futebol feminino estará entre os cinco esportes mais consumidos do mundo até 2030, com crescimento de 38% e público superior a 800 milhões de pessoas.
A audiência global dos principais torneios deve avançar 30% no período. Já os acordos de patrocínio triplicaram na Copa do Mundo Feminina de 2023 em relação a 2019.
Especialistas apontam a ampliação da presença em TV aberta, TV fechada e streaming, além da proximidade da Copa do Mundo feminina de 2027, no Brasil, como fatores para o avanço.
Fábio Wolff, membro do comitê organizador do Brasil Ladies Cup, afirma que os próximos dois anos serão de crescimento robusto para o esporte feminino. "Tenho acompanhado esse expansão na prática, ou seja, através da movimentação de negócios, de novos eventos, do interesse dos veículos de mídia, bem como do crescimento da audiência e negociação de novos contratos e de atletas cada vez mais altas para outros países."
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