Esse anel usa IA para orientar sua rotina de saúde
A CUDIS não é a primeira empresa a apostar no anel inteligente, mas traz uma proposta ambiciosa sobre o que esse dispositivo deveria fazer. A startup americana, fundada em 2022, lançou em fevereiro sua nova série de smart rings que não só medem as funções vitais dos usuários, como também tentam orientar seus hábitos e como cuidam da saúde.
O modelo Sporty Series traz um agente de inteligência artificial (IA) chamado Coach, que gera programas personalizados de exercício e recuperação com base nos dados coletados pelo anel — sono, estresse, movimentação e frequência cardíaca.
Se o sistema identifica padrões negativos, como sono fragmentado ou frequência cardíaca em repouso elevada, ele sugere ajustes na rotina ou aciona um encaminhamento para profissionais médicos licenciados.
Trata-se de uma função que marcas como Samsung, com o Galaxy Ring, e Ultrahuman, com o Ring Pro — também lançado em fevereiro deste ano a US$ 479 e sem assinatura mensal —, ainda não entregam de forma integrada ao hardware.
Para quem faz sentido
A proposta da CUDIS aproveita que o interesse por longevidade e bem-estar saiu dos círculos mais nichados — como os bilionários do Vale do Silício — e chegou a um público maior, que também quer investir na saúde e, para isso, aposta em soluções tecnológicas e acessíveis. Agora, além de medir, esses dispositivos podem ajudar a interpretar esses dados.
Para o usuário, a diferença está menos na tecnologia em si e mais no tipo de relação que ela propõe. Enquanto anéis como o Oura Ring 4, da Oura Health, são referência em leitura passiva do corpo, a CUDIS tenta ocupar um espaço de algo parecido a um "assistente de hábitos".
Edison Chen, CEO e cofundador da CUDIS, disse ao TechCrunch que a empresa vendeu mais de 30.000 unidades desde 2024 e que o aplicativo já soma 250.000 usuários em 103 países. "O que fazemos bem é reconhecer padrões em pessoas saudáveis que buscam otimizar seu bem-estar", afirmou.
Novo anel da CUDIS traz assistente de IA para orientar hábitos (Reprodução/CUDIS)
O Coach de IA só importa quando a recomendação vira ação — dormir mais cedo, ajustar o treino, procurar um médico. Chen diz que o sistema já gerou mais de 1 milhão de orientações. Quantas realmente mudam comportamento ainda é uma questão em aberto, mas o site da marca diz que o uso diário do dispositivo está associado 15% mais vitalidade, a 15 horas adicionais de sono profundo ao mês e 6 horas a mais de atividade física.
Como funciona?
O anel monitora o que a empresa chama de "Ritmo de Envelhecimento", um índice que compara a velocidade com que o corpo envelhece em relação à idade cronológica do usuário. A ideia é que o dispositivo mostre não apenas como o usuário está hoje, mas para onde está caminhando se mantiver os hábitos atuais.
Há uma camada de gamificação. O usuário acumula pontos ao dormir bem, atingir 10.000 passos diários ou interagir com o assistente virtual. Esses créditos podem ser trocados por descontos em suplementos e outros produtos num marketplace integrado ao app.
A nova série de anéis que chega nesta semana é também uma alternativa para quem usa smartwatch no dia a dia e não consegue dormir bem usando o dispositivo, já que o formato do anel é pensado para não incomodar — que tem apenas 3 gramas e corpo de titânio aeroespacial.
Os anéis custam US$ 399 no site da marca, sem cobrança de assinatura. Nesse ponto, há uma disputa direta com alternativas como a RingConn, que também evita mensalidade e sai por US$ 299, e a Oura, que combina hardware entre US$ 349 e US$ 499 com assinatura mensal de US$ 5,99.
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