Esta startup usava ChatGPT há 2 anos, mas trocou pelo concorrente da Anthropic. Veja por quê

Por Guilherme Santiago 11 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Esta startup usava ChatGPT há 2 anos, mas trocou pelo concorrente da Anthropic. Veja por quê

O que você precisa saber:

Quando uma startup deixa de pagar pelo ChatGPT depois de dois anos de uso intensivo, vale a pena entender por quê. Foi exatamente o que fez Sidhant Bendre, de 26 anos, cofundador da Oleve — empresa de software baseada em inteligência artificial sediada em Nova York.

Há alguns meses, ele cancelou a assinatura corporativa do produto da OpenAI e migrou todo o time para o Claude, modelo desenvolvido pela rival Anthropic.

A decisão, contada por Bendre ao Business Insider, ilustra um movimento crescente entre empresas que vivem de IA: a escolha do modelo virou estratégia de produto. Trocar de fornecedor de IA não é mais uma preferência pessoal — é uma decisão que afeta velocidade de desenvolvimento, custo operacional e qualidade do que sai entregue ao cliente.

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Por que a Oleve trocou o ChatGPT pelo Claude

A Oleve nasceu já dependente de IA. Programação, marketing e até processo seletivo passavam pelo ChatGPT — modelo principal da empresa desde o início. A virada veio com o lançamento da família Claude 4.5, da Anthropic, no segundo semestre de 2025.

"Não fomos afastados do ChatGPT. Fomos atraídos para o Claude", conta Bendre. Para ele, a diferença mais imediata apareceu na geração de código: o modelo da Anthropic produzia menos erros e exigia menos retrabalho. Em uma empresa pequena, onde cada hora de engenharia conta, isso virou diferencial competitivo direto.

A segunda diferença apareceu no conteúdo escrito. "O ChatGPT exagerava no uso de emojis onde eu nunca usaria, e a resposta parecia forçada", diz. Já o Claude, segundo ele, é melhor em imitar estilo humano — algo que clientes da Oleve também relatavam.

Comparações entre modelos de IA viraram pauta diária em startups que vivem de tecnologia (Kenneth Cheung/iStockphoto)

A diferença que mais pesou

Para Bendre, a maior vantagem do Claude está em outro ponto: a capacidade de interpretar nuances.

"Se eu forneço ao Claude um documento extenso e estou procurando algo específico, ele quase sempre entende quando ser conciso e ao mesmo tempo destacar o contexto certo", afirma. Já o ChatGPT, segundo a percepção dele, tendia a "compensar em excesso" — gerando respostas mais longas do que o necessário.

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Depois da troca, a Oleve integrou IA em ainda mais processos internos. "Investir o tempo necessário para isso fez muito mais sentido, porque sei que o retorno compensa", conta.

Claude não é perfeito

Apesar do entusiasmo, ele não esconde as frustrações com o novo fornecedor. "O Claude tem apresentado alguns bugs ultimamente. Algumas mensagens e conversas têm desaparecido, o que é frustrante", diz. Ele também afirma ter visto alucinações — respostas inventadas que abalam a confiança no modelo — mesmo no Opus 4.6, lançado recentemente.

A postura é pragmática: usa o que entrega melhor resultado hoje, sem fidelidade. "Se o ChatGPT lançar um conjunto de produtos que me ofereça valor significativo, eu o experimentarei. Não me sinto apegado ao Claude a ponto de não querer testar outras opções", diz.

A conclusão dele vale para qualquer empresa que dependa de IA em 2026: o modelo certo não é o mais badalado — é o que mais devolve tempo para pensar no que realmente importa.

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