Na Argentina, o Big Brother dura 7 meses; veja diferenças do programa ao redor do mundo
Na Argentina, o reality show mais famoso do mundo está movimentando as redes sociais. A 13ª temporada do Gran Hermano, batizada de Generación Dorada e exibida pela Telefe desde 23 de fevereiro de 2026, já soma dezenas de saídas entre eliminações, expulsões e desistências e ainda está longe do fim.
Com uma repescagem marcada para maio e meses de programa pela frente, a edição comemorativa dos 25 anos do show no país deve se estender até pelo menos agosto ou setembro..
A edição anterior, encerrada em junho de 2025, durou 205 dias — quase sete meses. Para efeito de comparação, o Big Brother Brasil tem duração média de 100 dias, e a versão americana não passa de três meses.
O mundo assistindo a versões diferentes do mesmo jogo
Nos Estados Unidos, o reality é produzido de maneira muito diferente do Brasil. As eliminações são decididas pelos próprios participantes, e não pelo público. O "Head of Household", o equivalente ao Líder da Semana, indica dois participantes para o paredão, e o grupo vota para eliminar um deles.
O público participa apenas da escolha do vencedor final. Os EUA são o único país com mais edições que o Brasil, com 27 temporadas, todas pela emissora CBS. O prêmio atual é de US$ 750 mil, equivalente a cerca de R$ 4,1 milhões. As temporadas americanas duram aproximadamente três meses.
O formato britânico é considerado um fenômeno cultural e focava mais no aspecto de experimento social do que na competição estratégica. O poder de decisão sempre esteve nas mãos do público, que votava para salvar ou para eliminar. A versão se tornou famosa por suas tarefas excêntricas e por dar grande destaque às personalidades dos participantes, com duração menor que a brasileira.
O Reino Unido também popularizou o Celebrity Big Brother, com figuras públicas no confinamento.
O Gran Fratello italiano é uma das versões mais duradouras do mundo e se destaca por temporadas extremamente longas e pelo formato VIP, com celebridades. As regras de votação costumam ser similares às brasileiras, com forte influência do público.
A versão espanhola aposta em elencos formados por celebridades — artistas, atletas e influenciadores — criando um jogo de maior exposição pública. O prêmio gira em torno de 100 mil euros, e a votação é feita pelo público.
A Argentina e os quase sete meses de confinamento
Se o Brasil já impressiona com seus cem dias de programa, a Argentina vai além. O Gran Hermano argentino estreou em 10 de março de 2001 na Telefe e passou por diferentes fases ao longo dos anos, incluindo uma pausa entre 2016 e 2022, quando retornou com força à grade da emissora.
A 12ª temporada, chamada Gran Hermano 2025, foi um caso emblemático de longevidade. A edição estreou em 2 de dezembro de 2024 e encerrou em 24 de junho de 2025, após 205 dias de confinamento. O vencedor foi o uruguaio Santiago "Tato" Algorta, que obteve 62,8% dos votos na final.
A 13ª temporada, a Generación Dorada, segue o mesmo modelo. O programa estreou em 23 de fevereiro de 2026, celebrando os 25 anos do show na Argentina, com uma mistura inédita de celebridades, ex-participantes de edições anteriores e novos concorrentes.
A edição também inovou no ritmo: a primeira gala de nominação ocorreu apenas 48 horas após a estreia, eliminando o período habitual de adaptação e forçando os participantes a jogar desde o minuto um.
O prêmio para o vencedor é de AR$ 70 milhões de pesos argentinos depositados na plataforma Mercado Pago, além de uma residência, um ano de cerveja e uma motocicleta. A casa conta com 65 câmeras, 87 microfones e uma área total de 2.500 metros quadrados. A transmissão vai ao ar de domingo a quinta-feira na Telefe, com feed ao vivo de 24 horas disponível pelo streaming DGO.
Considerando o ritmo das últimas temporadas, a edição está prevista para encerrar por volta de setembro de 2026.
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