'Estamos preparados para choques', diz CEO da Gol, sobre petróleo a US$ 100
A recente alta no preço do petróleo e a volatilidade no mercado internacional têm impacto inevitável nos custos do setor aéreo, mas não alteram os planos estratégicos da Gol. A afirmação é do CEO da companhia, Celso Ferrer, que afirmou que a empresa está preparada para lidar com choques no preço do combustível.
Ciente de que o barril do petróleo Brent voltou ao patamar de US$ 100, o que tende a encarecer o querosene de aviação, Ferrer reconhece que a indústria como um toda é afetada. "Impacta todas as empresas e todas têm um certo nível de tolerância em relação à absorção de custos”, disse.
O CEO evitou fazer previsões sobre quanto tempo o cenário de de volatilidade pode durar, mas afirmou que a companhia está preparada para responder às oscilações de curto prazo. “A gente vai se preparar. Já estamos preparados, a gente vai responder com as ferramentas que a gente tem para lidar com isso”, afirmou.
Ferrer ressaltou, porém, que a volatilidade no preço do petróleo não altera o plano estratégico apresentado pela companhia. A Gol quer se consolidar como companhia aérea intercontinental e anunciou mais três rotais internacionais saindo do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro: Lisboa, Paris e Orlando. Os destinos se somam à Nova York, anunciado pela companhia na semana passada.
Segundo Ferrer, os movimentos fazem parte de um projeto de longo prazo ligado à estratégia do Abra Group, seu controlador.
“A gente precisa separar as coisas. Isso aqui é um plano de longo prazo”, disse. “Nada muda esse plano que está sendo colocado aqui na frente.”
De acordo com o executivo, a estratégia da Gol segue baseada em eficiência operacional e foco em custos, com o objetivo de garantir segurança, pontualidade e regularidade da operação enquanto a companhia avança em sua plataforma de atuação na América Latina.
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