EUA aceleram estudos com psicodélicos para tratar transtornos mentais
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou na sexta-feira, 24, uma série de medidas para acelerar a pesquisa sobre o uso de algumas drogas psicodélicas no tratamento de transtornos mentais.
A medida foi tomada após o presidente americano, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva na última semana instruindo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos a expandir o acesso a terapias emergentes.
Especificamente, a FDA concedeu vales de prioridade nacional a três empresas que estudam o uso da psilocibina, o componente ativo dos cogumelos psicodélicos, para tratar a depressão, e o uso da metilona, uma droga semelhante ao MDMA, para o transtorno de estresse pós-traumático.
Os vales de prioridade nacional da FDA agilizam o processo de revisão de medicamentos que buscam aprovação, reduzindo assim o tempo necessário para que cheguem aos pacientes.
A FDA também autorizou um ensaio clínico em estágio inicial com cloridrato de noribogaína, uma droga à base de psicodélicos, para tratar o alcoolismo.
"Sob a liderança do presidente Trump, estamos acelerando a pesquisa, a aprovação e o acesso responsável a tratamentos promissores para a saúde mental", declarou o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., em comunicado.
O comissário da FDA, Marty Makary, destacou que os medicamentos em pesquisa "têm o potencial de abordar a crise de saúde mental que o país enfrenta" e afirmou que seu desenvolvimento se baseia "em princípios científicos sólidos e evidências clínicas rigorosas".
Ontem, o governo dos EUA reclassificou a cannabis de uso medicinal como uma droga de baixo risco, uma medida destinada a impulsionar a pesquisa para fins medicinais, embora seu uso recreativo permaneça ilegal em nível federal.
A decisão, anunciada pelo Departamento de Justiça, foi tomada após Trump ter assinado uma ordem executiva em dezembro de 2025 para flexibilizar as restrições à cannabis de uso medicinal.
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