EUA ampliam sanções ao petróleo iraniano após negociações em Omã
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 6, novas sanções para restringir as exportações de petróleo do Irã, poucas horas após o encerramento de uma rodada de negociações entre os dois países em Omã. As medidas atingem entidades, indivíduos e embarcações ligadas ao comércio de petróleo iraniano.
Segundo o Departamento de Estado americano, as sanções miram 15 entidades, dois indivíduos e 14 navios associados à chamada “frota fantasma” do Irã, incluindo embarcações com bandeiras da Turquia, Índia e Emirados Árabes Unidos.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que o Irã utiliza as receitas do petróleo para financiar atividades consideradas desestabilizadoras e intensificar a repressão interna. Ele disse que o presidente Donald Trump mantém o compromisso de reduzir as exportações ilícitas de petróleo e derivados iranianos.
Negociações seguem apesar da pressão
Apesar do anúncio das sanções, o Irã informou que as negociações com os Estados Unidos continuarão após o fim da primeira rodada de conversas em Mascate. O encontro foi o primeiro entre os dois países desde que Washington se juntou à guerra de Israel contra o Irã, em junho de 2025, atacando instalações nucleares iranianas.
Teerã afirma que o diálogo está restrito ao programa nuclear, com o objetivo de obter o levantamento das sanções que afetam sua economia. Os Estados Unidos, por sua vez, defendem ampliar a pauta para incluir o programa de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos armados no Oriente Médio.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que as conversas ocorreram em um “ambiente muito positivo” e classificou o encontro como “um bom começo”. Segundo ele, as partes concordaram em continuar as negociações, mas ainda sem definir modalidades e calendário.
Araghchi afirmou à agência Irna que as discussões se concentraram exclusivamente no tema nuclear e pediu que Washington se abstenha de ameaças para que o diálogo possa avançar. Até o momento, não houve resposta oficial dos Estados Unidos.
Omã como mediador
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que o diálogo permitiu identificar áreas em que é possível avançar e que novas reuniões devem ocorrer no momento oportuno.
As conversas aconteceram em meio ao reforço da presença militar americana na região, com o envio de navios de guerra e de um porta-aviões ao Golfo. Na véspera, a Casa Branca afirmou que busca uma política de “capacidade nuclear zero” para o Irã e que Trump dispõe de opções além da diplomacia.
*Com informações da AFP
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