EUA impõem sanções financeiras ao presidente de Cuba
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nesta quinta-feira, 4, sanções financeiras ao presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, a vários de seus familiares e ao coronel Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro.
O Tesouro incluiu na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) Lis Cuesta Peraza, esposa de Díaz-Canel, e Manuel Anido Cuesta, enteado do presidente, que vive na Espanha.
Também foi sancionado Raúl Alejandro Castro Calis, neto de Raúl Castro e filho de Alejandro Castro Espín.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, impôs, além disso, sanções ao Ministério das Forças Armadas de Cuba e aos Comitês de Defesa da Revolução (CDR), uma rede de comitês de bairro criada para articular o apoio popular à revolução comunista.
A lista de entidades sancionadas se completa com o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, a mineradora La Victoria e a agência de viagens Amistur.
Essa rodada de sanções faz parte da estratégia de pressão que o governo Trump exerce sobre Cuba para forçar mudanças econômicas e políticas na ilha.
Desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro, Trump impôs um bloqueio petrolífero a Cuba que agravou a crise econômica do país caribenho e ameaçou em várias ocasiões "tomar o controle" de seu território.
O Departamento de Justiça apresentou também no mês passado uma acusação contra Raúl Castro, ex-presidente e irmão mais novo de Fidel Castro, por sua suposta responsabilidade na derrubada, em 1996, de dois aviões de pequeno porte de uma organização do exílio cubano, o que causou a morte de quatro pessoas.
Nesse contexto, Washington e Havana tiveram negociações discretas nas quais Raúl Guillermo Rodríguez Castro, um dos netos de Raúl Castro, conhecido como "El Cangrejo", teria atuado como um dos interlocutores cubanos.
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