EUA mantêm agentes do ICE em aeroportos até operações voltarem ao normal
O chefe da agência de fronteiras dos Estados Unidos, Tom Homan, afirmou neste domingo, 29, que agentes do ICE permanecerão nos aeroportos até que as operações voltem "100% ao normal", em meio à paralisação do Departamento de Segurança Nacional.
"Vamos manter a presença do ICE lá até que os aeroportos sintam que estão 100% em condições de realizar operações normais", disse em entrevista ao programa "Face The Nation", da emissora CBS.
Segundo Homan, o envio de agentes foi determinado pelo presidente Donald Trump por razões de segurança, diante da ausência de funcionários da Administração de Segurança nos Transportes, que estão há quase um mês e meio sem receber salários.
Pelo menos 460 agentes da TSA pediram demissão durante o período, enquanto o índice médio de faltas chega a 11% ao dia, ultrapassando 50% em alguns aeroportos, segundo a administradora interina da agência, Ha Nguyen McNeill.
Homan afirmou que, caso menos agentes da TSA retornem ao trabalho após a paralisação, será necessário manter um número maior de agentes do ICE nos aeroportos.
"O ICE está lá para ajudar nossos irmãos e irmãs da TSA. Estaremos lá enquanto precisarem de nós, até que retornem às operações normais, se quiserem que esses aeroportos estejam seguros", disse.
A paralisação do DHS chegou a 44 dias neste domingo, tornando-se a mais longa da história dos Estados Unidos, em meio a divergências entre democratas e republicanos sobre o financiamento do ICE.
A tentativa mais recente de reabrir o departamento fracassou após o Senado aprovar um plano bipartidário que excluía o financiamento do ICE, posteriormente bloqueado por republicanos na Câmara dos Representantes.
Diante do impasse, Trump assinou uma ordem executiva para instruir o secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, a pagar "imediatamente" os agentes da TSA, com o objetivo de enfrentar a "situação de emergência" e "conter o caos nos aeroportos". A medida deve entrar em vigor na segunda-feira.
*Com informações da EFE
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