EUA tem outra investigação sobre o Brasil que poderá resultar em mais tarifas
Além da investigação concluída na segunda-feira, 1º, os Estados Unidos possuem um segundo processo em andamento contra o Brasil, que poderá resultar em mais tarifas.
Este caso, aberto em março de 2026, também pela Seção 301, analisa se o Brasil e outros 59 países usam trabalho forçado na fabricação de produtos exportados para os Estados Unidos.
Além do Brasil, estão em investigação países como China, Índia, Canadá, México e a União Europeia. Veja a lista completa mais abaixo.
Os EUA entendem trabalho forçado como "serviço extraído de uma pessoa sob a ameaça de qualquer penalidade por sua não execução e para o qual o trabalhador não se oferece voluntariamente".
"Por quase 100 anos, a lei dos EUA proibiu a importação de bens extraídos, produzidos ou fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado. Essa proibição reconhece não apenas as preocupações humanitárias associadas a permitir que terceiros lucrem com o sofrimento de outros, mas também as preocupações de política externa e de segurança nacional decorrentes da exploração de trabalhadores", disse o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), ao anunciar o processo.
"Tal exploração ameaça os produtores nacionais que precisam competir com bens estrangeiros produzidos com uma vantagem de custo artificial e pode prejudicar os trabalhadores e cidadãos dos EUA ao distorcer a concorrência e a compra de bens produzidos em condições exploratórias. Acabar com o trabalho forçado é uma prioridade fundamental e um imperativo de segurança nacional e econômica para os Estados Unidos", afirma o USTR.
Audiências públicas foram realizadas no final de abril. A Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham) disse esperar que a divulgação do relatório possa ocorrer nos próximos dias, e resultar em tarifas adicionais para o Brasil.
"Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante buscar uma solução negociada na investigação 301 envolvendo o Brasil, de forma a evitar um tratamento tarifário mais oneroso para as exportações brasileiras no mercado norte-americano em relação a seus concorrentes de outros países", diz a entidade.
Veja a lista de países investigados:
1. África do Sul 2. Angola 3. Arábia Saudita 4. Argélia 5. Argentina 6. Austrália 7. Bahamas 8. Bahrein 9. Bangladesh 10. Brasil 11. Camboja 12. Canadá 13. Cazaquistão 14. Chile 15. China 16. Colômbia 17. Coreia do Sul 18. Costa Rica 19. Egito 20. El Salvador 21. Emirados Árabes Unidos 22. Equador 23. Filipinas 24. Guatemala 25. Guiana 26. Honduras 27. Hong Kong (China) 28. Índia 29. Indonésia 30. Iraque 31. Israel 32. Japão 33. Jordânia 34. Kuwait 35. Líbia 36. Malásia 37. Marrocos 38. México 39. Nicarágua 40. Nigéria 41. Noruega 42. Nova Zelândia 43. Omã 44. Paquistão 45. Peru 46. Qatar 47. Reino Unido 48. República Dominicana 49. Rússia 50. Singapura 51. Sri Lanka 52. Suíça 53. Taiwan 54. Tailândia 55. Trinidad e Tobago 56. Turquia 57. União Europeia 58. Uruguai 59. Venezuela 60. Vietnã
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