EUA volta a atacar Irã e acordo para fim da guerra segue indefinido

Por Estela Marconi 26 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
EUA volta a atacar Irã e acordo para fim da guerra segue indefinido

Os Estados Unidos voltaram a atacar alvos iranianos nesta terça-feira, 26, ampliando a tensão no Golfo Pérsico, justamente quando Washington e Teerã tentam fechar um acordo para encerrar a guerra iniciada há três meses.

Segundo o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom), os ataques foram realizados em “legítima defesa” e tiveram como alvo bases de lançamento de mísseis e embarcações iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, rota marítima mais estratégica do mercado global de petróleo.

O ataque acontece após a Casa Branca afirmar que o acordo para encerrar a guerra estaria "próximo".

O que aconteceu

De acordo com a Fox News, que citou fontes do Pentágono, os EUA atingiram estruturas usadas para lançamento de mísseis e barcos iranianos que tentavam instalar minas marítimas próximas ao estreito.

Uma autoridade americana também afirmou que as forças dos EUA reagiram após identificarem o que parecia ser uma base iraniana mirando aviões de combate americanos.

Horas depois, a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter derrubado um drone americano MQ-9 Reaper no Golfo. O equipamento é um dos principais drones militares dos EUA e pode operar por mais de 27 horas transportando sensores e mísseis.

Teerã afirmou ainda que responderá a qualquer violação do cessar-fogo.

Negociação continua travada

Apesar da escalada militar, as negociações diplomáticas seguem abertas.

Segundo a Reuters, EUA e Irã discutem uma proposta para reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz após um eventual acordo de cessar-fogo. O plano incluiria a retirada de minas marítimas e a retomada completa da navegação na região ao longo de cerca de 30 dias.

As discussões, porém, continuam travadas em temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, sanções econômicas e o futuro da presença militar americana no Golfo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio afirmou nesta terça-feira que um acordo “pode levar alguns dias”, mas ressaltou que o estreito “precisa ser reaberto de uma forma ou de outra”.

Do lado iraniano, o governo insiste que ainda não existe um entendimento iminente.

Petróleo volta a subir

A retomada dos ataques reduziu o otimismo do mercado sobre um acordo rápido entre Washington e Teerã.

O petróleo Brent voltou a subir nesta terça-feira, refletindo o temor de novos impactos sobre o fluxo global de energia.

Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que investidores seguem sem clareza sobre pontos centrais da negociação, especialmente sobre quando o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto.

Antes da guerra, entre 125 e 140 embarcações cruzavam diariamente a região. Desde o início do conflito, o volume caiu drasticamente, pressionando preços de energia, combustíveis e fretes globais.

Israel amplia pressão sobre aliados do Irã

Em paralelo às negociações, Israel também elevou o tom contra grupos apoiados por Teerã.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os ataques contra o Hezbollah no Líbano serão intensificados, aumentando o risco de ampliação regional da guerra.

Segundo a Reuters, o Irã pressiona para que Israel interrompa as ofensivas no território libanês como parte das condições para avançar nas negociações com os Estados Unidos.

Enquanto isso, Trump tenta ampliar os chamados Acordos de Abraão — iniciativa criada em seu primeiro mandato para normalizar relações diplomáticas entre Israel e países árabes.

O presidente americano afirmou que pediu a países como Arábia Saudita, Catar, Egito e Jordânia que ingressem no acordo caso haja avanço nas negociações com Teerã.

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