Evento internacional chega a SP para debater nova fase regulatória de cripto no Brasil

Por Mariana Maria Silva 4 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Evento internacional chega a SP para debater nova fase regulatória de cripto no Brasil

O avanço da regulamentação de criptoativos no Brasil será um dos principais temas do MERGE São Paulo 2026, que acontece nos dias 18 e 19 de março, no World Trade Center em São Paulo. O evento deve reunir mais de 300 palestrantes e 40 expositores para discutir o papel dos ativos digitais na arquitetura financeira da América Latina.

Nos últimos anos, o debate sobre criptoativos deixou de estar restrito a startups e investidores de varejo. Instituições financeiras, bancos centrais e reguladores passaram a incorporar ativos digitais em seus planejamentos estratégicos. Representantes do Banco Central do Brasil, além de autoridades do Uruguai, Chile, Argentina e El Salvador, participarão das discussões.

Bancos como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil, Banco do Brasil, Banco BV e BNDES também desenvolvem iniciativas ligadas a tokenização, custódia digital e infraestrutura baseada em blockchain. Enquanto isso, a B3, bolsa de valores brasileira, avalia o uso de registros distribuídos no mercado de capitais.

Regulação como catalisador

O ambiente regulatório brasileiro é apontado por participantes do setor como um fator decisivo para a entrada institucional. Paula Pascual, CEO do MERGE, afirma que o país reúne condições estruturais para essa nova fase.

“A América Latina, e o Brasil em particular, emergiu como um dos mercados mais estratégicos para o ecossistema global de cripto. O Brasil não é apenas o maior mercado financeiro da região, mas também um dos mais historicamente ativos na adoção de ativos digitais. O compromisso inicial dos grandes bancos com essa tecnologia criou uma base sólida para a adesão institucional, e o recente avanço regulatório liderado pelo Banco Central do Brasil fornece a segurança jurídica necessária para acelerar a participação corporativa. Juntos, esses fatores criam as condições ideais para a próxima fase de crescimento da indústria”, afirmou Paula Pascual, CEO do Merge.

Segundo a executiva, a clareza regulatória altera a percepção internacional sobre o país, reposicionando o Brasil como jurisdição apta a sustentar operações em escala institucional.

Brasil no centro da integração

A América Latina já se destacava pela alta adoção de ativos digitais no varejo, impulsionada por fatores como volatilidade cambial e digitalização acelerada. O que muda agora é a convergência entre essa base de usuários e o interesse institucional.

No Brasil, o sistema financeiro concentrado e tecnologicamente avançado, aliado à disposição regulatória para o diálogo, cria ambiente favorável à integração entre finanças tradicionais e economia digital. A discussão avança da disrupção para a integração, com foco em como bancos incorporam tokenização a seus balanços e como autoridades equilibram inovação e estabilidade.

Nesse contexto, São Paulo se consolida como ponto de conexão entre a América Latina e o mercado global de ativos digitais. O MERGE 2026 deve refletir esse momento, marcado pela institucionalização do setor e pela consolidação da regulação como elemento estruturante do crescimento.

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