Ex-diretor de Gugu critica retorno do ‘Viva a Noite’ e dispara: ‘constrangedor’
Homero Salles, amigo de Gugu Liberato (1959-2019) e diretor de grande parte dos programas do apresentador, criticou duramente a nova versão do Viva a Noite, retomada pelo SBT sob comando de Luis Ricardo. O formato, que marcou as décadas de 1980 e 1990, voltou ao ar no sábado (28), após pré-estreia no fim do ano passado, despertando expectativa entre fãs nostálgicos.
Entretanto, para Salles, o resultado ficou distante do espírito original criado por ele e Gugu em 1982. “Só acertaram no nome e erraram no resto”, escreveu em seu perfil no LinkedIn. “Sentei em frente à TV no sábado para assistir, com esperança e nostalgia, a um revival do programa que eu e o Gugu criamos em 1982”, acrescentou. O diretor lembrou que a atração nasceu com poucos recursos, muita criatividade e improviso, além de interação constante com a plateia. Segundo ele, a decisão de gravar o novo programa comprometeu a essência. “Nada disso estava lá”, afirmou.
Salles também apontou problemas de edição, cenário e dinâmica, além de falhas técnicas de áudio. “Faço uma ressalva ao apresentador Luis Ricardo, artista talentoso que esperou décadas por essa oportunidade e merecia muito mais”, ponderou. O ex-diretor destacou que a nova versão copiou quadros sem compreender o conceito. “O problema central é simples: não entenderam que o Viva a Noite não é um conjunto de quadros, é um estado de espírito”, disse.
Ele ainda criticou a plateia pouco participativa e sugeriu ajustes como transmissão ao vivo, cenário mais intimista, improviso e maior interação com convidados, defendendo que apenas assim o formato poderia recuperar a energia que marcou sua história na televisão brasileira, evitando que a atração se torne apenas uma lembrança distante de um clássico que conquistou gerações e consolidou o estilo espontâneo defendido por seus criadores originais, segundo o próprio Homero Salles.
O que faltou para a nova versão convencer?
Para Homero Salles, o problema não foi apenas técnico, mas conceitual. Ele criticou a edição, a dinâmica e a ausência de espontaneidade, além de apontar erros na condução do programa. “Esta versão gravada e pessimamente editada, com cortes bruscos, objetos e pessoas desaparecendo do nada, quebra completamente a imersão e compromete o ritmo”, avaliou. O diretor também mencionou falhas de som e momentos específicos da estreia. “No som, a operação teve falhas: BG alto, apresentador em segundo plano e microfones dos participantes praticamente mudos. E, no caso de Nicki French, exposta sem suporte vocal, o resultado foi constrangedor”, apontou. Ele ainda destacou que a plateia perdeu protagonismo e que a interação, marca do formato, praticamente desapareceu. “A plateia, que era protagonista, virou figurante”, afirmou, defendendo que o programa precisa recuperar improviso, participação ativa do auditório e transmissão ao vivo para resgatar a essência original.
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