Ex-funcionários da OpenAI criam fundo milionário para investir em inovações de IA

Por Maria Eduarda Cury 11 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ex-funcionários da OpenAI criam fundo milionário para investir em inovações de IA

Na inteligência artificial, zero-shot significa um modelo treinado para gerar respostas apenas com o conhecimento que já possui. Sem procurar por fontes externas e sem pedir ajuda de alguém para conseguir a resposta. Se inspirando no conceito de ação imediata, um grupo de ex-funcionários da OpenAI se uniu para criar o fundo de capital de risco Zero Shot Fund, que acabou de atingir US$ 100 milhões no fundo inicial.

Entre os 5 fundadores do fundo, três ocupavam cargos de liderança na empresa dona do ChatGPT. Evan Morikawa era chefe de engenharia aplicada, Andrew Mayne foi o primeiro engenheiro de prompts da empresa e Shawn Jain atuava como pesquisador de IA. Eles são acompanhados por Kelly Kovacs, fundadora da 01 Advisors, e Brett Rounsaville, executivo com passagens pelo Twitter (hoje X) e pela Disney.

Além dos membros que fundaram a iniciativa, mais três ex-funcionários da OpenAI optaram por atuar como conselheiros em troca de uma participação nos lucros. São eles: Diane Yoon, ex-chefe de pessoas, Steve Dowling, ex-líder de comunicação, e Luke Miller, ex-líder de produto da companhia de IA.

Todos tinham em comum a vontade de aproveitar o boom da IA para criar iniciativas próprias. “Talvez devêssemos criar nosso próprio fundo, porque achamos que temos uma boa noção de para onde as coisas estão caminhando e temos um ótimo acesso a pessoas que consideramos construtoras incríveis", comentou Mayne em entrevista ao TechCrunch.

Primeira parada: automação

Seguindo tendências de mercado, os dois primeiros investimentos públicos do fundo foram direcionados para companhias que criam sistemas de automação para tarefas corporativas e robótica industrial. No ramo de aceleração de tarefas, a escolhida foi a Worktrace AI, startup fundada por Angela Jiang, ex-gerente de produto da OpenAI; a Zero Shot teve participação na rodada de investimentos que captou US$ 9 milhões ao todo. Há, ainda, uma terceira companhia não divulgada, informou a reportagem.

Já para construção de robôs operados por IA, o fundo de capital de risco direcionou recursos financeiros para a Foundry em uma rodada de investimentos que somou US$ 13,5 milhões. Apesar da confiança em tecnologias amplamente reforçadas como o futuro do mercado, os investidores disseram não querer envolvimento com dados de treinamento para robôs ou gêmeos digitais, que implica na réplica virtual de um objeto que exista no mundo real. "Existe uma verdadeira habilidade em saber prever para onde esses modelos irão em seguida, porque não é nada óbvio. Não é linear”, acrescentou Morikawa, destacando que a Zero Shot prefere evitar tomar riscos incalculáveis.

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