Exclusivo: Vivo amplia presença feminina no conselho e chega a 42% de mulheres
A Vivo ampliou a presença feminina em seu Conselho de Administração com a nomeação da espanhola María Cristina Rotondo Urcola para uma das cadeiras do colegiado.
Com a chegada da executiva, a Telefónica Brasil passa a ter cinco mulheres entre os 12 membros do conselho, o equivalente a 42% da composição.
María Cristina ocupa a vaga deixada por Javier de Paz, que saiu do cargo em fevereiro de 2026. A mudança mantém o percentual de membros independentes do conselho em 83%, segundo a companhia, e reforça a agenda de diversidade de gênero na governança da operadora.
A nova conselheira tem trajetória ligada ao setor financeiro e à área de telecomunicações, mídia e tecnologia. Ela trabalhou por 27 anos no Banco Santander, onde iniciou a carreira no Santander Investments, com foco em TMT. Depois, passou pelo Global Banking and Markets da instituição, área em que estruturou e liderou por dez anos a equipe global dedicada ao setor.
Em 2017, María Cristina iniciou uma nova etapa profissional, com atuação acadêmica e participação em conselhos empresariais. Desde então, passou a lecionar em instituições como IE Business School e Instituto BME, além de ocupar posições em diferentes empresas.
María Cristina Rotondo Urcola assume cadeira no Conselho de Administração da companhia (Divulgação/Vivo)
A executiva também já teve passagem pela Telefónica, controladora da Vivo. No grupo, foi membro do Conselho de Administração, do Comitê de Sustentabilidade e Regulação e do Comitê de Auditoria e Controle.
María Cristina é formada em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidad Complutense, em Madri, e possui Baccalauréat pelo Lycée Français, também na capital espanhola. Sua formação inclui ainda cursos em sustentabilidade e tecnologia, como Sustainability for Business, pelo IMD; Artificial Intelligence for Innovation, pelo IE University; e Sostenibilidad, pela ESG Academy.
ESG entra na estratégia da Vivo
A nomeação ocorre enquanto a Vivo reforça a sua estrutura de governança ligada à agenda ESG. Até 2025, a companhia informava contar com dois Comitês de Sustentabilidade funcionando de forma simultânea: um em nível executivo, com participação de C-levels e diretores e presidido pelo CEO Christian Gebara; e outro vinculado diretamente ao Conselho de Administração.
Além dessas instâncias, a Telefônica também mantinha uma estrutura dedicada a Sustentabilidade e Regulação no grupo, da qual Gebara era sponsor. “A governança move a companhia inteira, não somente para tornar o negócio mais sustentável, mas para garantir inovação”, afirmou Joanes Ribas, diretora de sustentabilidade, na época.
A relação entre governança, metas ESG e remuneração também já vinha sendo incorporada à gestão da operadora. Desde 2019, 20% da remuneração variável dos executivos está vinculada a metas ambientais, sociais e de governança, com foco em redução de emissões e ampliação da diversidade. Esses indicadores também impactam a remuneração variável anual de todos os colaboradores.
No ano passado, bem antes da chegada de María Cristina, o conselho brasileiro da Vivo tinha 33% de mulheres. Entre elas estava Cristina Palmaka, executiva que comandou por mais de uma década as operações da SAP no Brasil e na América Latina e passou a liderar o pilar ESG no board da operadora.
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