Exportações de frango crescem 5% no 1º tri, apesar de guerra no Oriente Médio

Por César H. S. Rezende 9 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Exportações de frango crescem 5% no 1º tri, apesar de guerra no Oriente Médio

As exportações de carne de frango do Brasil cresceram 5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 8, pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os dados da entidade mostram que o setor embarcou 1,456 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Em receita, o avanço foi de 7%, para US$ 2,764 bilhões, aumento de 6,9% na comparação anual. O desempenho, diz a ABPA, reflete a continuidade da demanda internacional, apesar de um ambiente externo mais volátil.

Um dos principais pontos de atenção no período foi o desempenho das exportações para o Oriente Médio. Em março, os embarques para a região caíram 18,5% em relação a fevereiro, período anterior à intensificação da guerra no Golfo Pérsico e ao fechamento do Estreito de Ormuz.

A região é historicamente um dos principais destinos da proteína brasileira, e a retração reflete dificuldades logísticas e incertezas comerciais. Ainda assim, o fluxo não foi interrompido.

“Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio de rotas alternativas”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Segundo ele, mais de 100 mil toneladas foram enviadas à região em março, sendo cerca de 45 mil destinadas a países diretamente impactados pela guerra. A avaliação do setor é de que as exportações seguem resilientes, mesmo com restrições logísticas.

Na noite desta terça-feira, 7, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. O país persa disse que reabriu o Estreito de Ormuz, mas, segundo o Financial Times, navios petroleiros seguem parados.

Exportações para Ásia

A retração no Oriente Médio foi parcialmente compensada pelo avanço em outros mercados, especialmente na Ásia.

A China retomou o ritmo de importações, com 51,8 mil toneladas em março, alta de 11,6% na comparação anual, após a normalização de restrições sanitárias registradas em 2025.

O Japão também se destacou, com crescimento de 41,3% e embarques de 42,1 mil toneladas.

Outros destinos relevantes incluem a União Europeia (+33,7%) e a África do Sul (+21,4%). A Arábia Saudita foi exceção entre os principais mercados, com queda de 5,3%.

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