Ferramenta do IBGE quer antecipar impacto de desastres naturais no país
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta semana o Singed Lab Desastres, plataforma voltada à preparação de gestores públicos e privados para lidar com impactos de eventos climáticos extremos.
A platafora ainda tem como foco a estratégia nacional de atenção ao El Niño, que deve ganhar intensidade ao longo de 2026. O fenômeno climático é caracterizado pelo aumento da temperatura das águas na faixa equatorial do Oceano Pacífico.
O evento tende a influenciar padrões climáticos, com expectativa de temperaturas mais elevadas no inverno brasileiro neste ano, o que amplia a atenção para possíveis impactos em diferentes regiões do país, especialmente em cenários de variação térmica no território nacional.
Prevenção ao clima extremo
Segundo o IBGE, a ferramenta foi desenhada para ampliar a produção e o uso de dados voltados à prevenção e mitigação de desastres. Para o presidente do instituto, Marcio Pochmann, a proposta altera a lógica de atuação do Estado em relação a eventos extremos.
“O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam”, afirmou.
Na prática, a plataforma prevê duas frentes de atuação. Na etapa preventiva, gestores serão capacitados a identificar informações consideradas essenciais sobre seus municípios para preparação em cenários de desastre.
Já durante a ocorrência de eventos, o sistema deve disponibilizar um pacote de dados em ambiente virtual, incluindo informações como população em áreas de risco, além da identificação de manchas de inundação, domicílios e grupos potencialmente afetados.
O IBGE também projeta a criação de comissões municipais de prevenção de desastres, com equipes treinadas em análise de dados para atuação em situações adversas.
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