Fiesp vê risco para indústria e cobra reação do governo após tarifa proposta pelos EUA
A proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros gerou reação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que classificou a medida como uma ameaça à competitividade da indústria nacional e às relações comerciais entre os dois países.
Em nota divulgada nesta terça-feira, a entidade afirmou que acompanha com preocupação o desfecho da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que recomendou a cobrança sobre mercadorias brasileiras, embora tenha excluído uma série de produtos da medida.
Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o momento exige uma resposta rápida do governo brasileiro para evitar prejuízos às exportações.
“A diplomacia empresarial cumpriu um papel relevante na negociação das exclusões de uma lista de produtos até aqui. Neste momento, no entanto, é fundamental uma atuação rápida e firme do governo brasileiro para evitar a confirmação de prejuízos graves às exportações do país antes da decisão final, esperada para julho”, afirmou.
Fiesp cobra ação do governo
A entidade informou que continuará atuando junto às autoridades brasileiras e americanas na tentativa de reverter a proposta ou reduzir seus impactos sobre a indústria.
A manifestação ocorre após o USTR concluir uma investigação comercial contra o Brasil e recomendar tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Segundo o órgão americano, determinadas políticas e práticas adotadas pelo governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e estariam restringindo o comércio dos Estados Unidos.
Com o encerramento da investigação, o governo americano abriu uma nova fase de consultas públicas antes de uma decisão definitiva sobre a adoção das sanções.
O governo brasileiro reagiu à proposta e classificou a recomendação do USTR como “absurda”, alegando falta de fundamentação técnica para justificar a medida.
*Com O Globo
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