Filipinas, EUA e Japão realizam manobras no Canal de Bashi

Por Estela Marconi 27 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Filipinas, EUA e Japão realizam manobras no Canal de Bashi

As Forças Armadas das Filipinas, dos Estados Unidos e do Japão realizaram nesta semana manobras conjuntas no Canal de Bashi, área que separa o arquipélago filipino de Taiwan.

Segundo autoridades, a operação teve como objetivo demonstrar a capacidade de atuação integrada em ambientes marítimos complexos.

Aviões dos três países patrulharam as ilhas Batanes, no extremo norte das Filipinas. As operações aéreas foram realizadas no espaço aéreo sobre o território filipino e suas águas territoriais, ao norte de Luzon. Navios de guerra permaneceram a oeste da cadeia das ilhas Batanes.

Pouco mais de 100 quilômetros separam as Filipinas de Taiwan, ilha de regime democrático que a China considera parte de seu território e cuja anexação pela força não é descartada por Pequim.

Primeira operação fora do Mar do Sul da China

Esta foi a primeira vez que as Atividades de Cooperação Marítima Multilateral (MMCA) entre os três países se estenderam além do Mar do Sul da China, região onde Filipinas e China já protagonizaram confrontos por territórios em disputa.

O exercício durou seis dias e terminou na quinta-feira, incluindo uma manobra de artilharia com fogo real realizada pela fragata de mísseis guiados BRP Antonio Luna.

O Exército chinês reagiu às manobras e afirmou que as Filipinas “cooptaram países de fora da região” para realizar patrulhas conjuntas, o que, segundo Pequim, “perturba a paz e a estabilidade” regional. O porta-voz do Comando do Teatro Sul, Zhai Shichen, disse que a China realizou uma “patrulha de rotina” no Mar do Sul da China entre 23 e 26 de fevereiro.

Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, gerou crise diplomática ao sugerir que Tóquio poderia intervir militarmente em caso de um ataque chinês contra Taiwan.

Em agosto, o presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., afirmou que o país seria “arrastado à força” para um eventual conflito em torno da ilha, cujo principal fornecedor de armas é o governo dos Estados Unidos.

*Com informações da AFP

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: