Fim da escala 6x1 é um 'remédio incorreto e populista', diz Zema
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), afirmou nesta quinta-feira, 16, que o fim da escala 6x1 é um remédio "incorreto" e "populista".
"É um remédio incorreto, um remédio populista no ano eleitoral", afirmou Zema durante coletiva de apresentação das diretrizes do seu plano de governo, em São Paulo.
O mineiro, que tem 3% das intenções de voto nas pesquisas de primeiro turno, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está atacando o problema na sua "origem".
Segundo ele, o que o brasileiro precisa é de mais renda para melhorar o seu poder de comprar.
"O que o Brasil precisa é melhorar o salário, a produtividade, que também não melhora porque não tem ninguém investindo com essa taxa de juros tão alto", disse.
Questionado se revogaria a mudança se for eleito, Zema disse que apresentará para a população uma proposta de flexibilização da CLT.
"O funcionário e o patrão vão escolher. Isso existe no mundo inteiro. Se a CLT é melhor, podem escolher. Se a nossa alternativa for melhor, eles vão escolher", afirmou.
Disputa entre governo e Motta pela tramitação
Hoje, duas propostas estão em tramitação no Congresso. Uma proposta de emenda à Constituição (PEC), com discussão mais ampla e possibilidade de transição, e um projeto de lei (PL) com aplicação imediata e tramitação rápida.
O governo defende jornada de 40 horas semanais, com manutenção de salários e dois dias de descanso, sem período de adaptação.
Já setores do Congresso e da iniciativa privada pressionam por um modelo mais gradual, com compensações e ajustes por setor.
Como mostrou a EXAME, setores como bares, restaurantes e shopping centers defendem a desoneração como alternativa para compensar o impacto da mudança. Representantes dessas áreas apontam risco de aumento de custos e pressão sobre preços, principalmente para os pequenos negócios.
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