Fim da taxa das blusinhas: governo arrecadou R$ 6,8 bi desde 2025 com imposto

Por André Martins 13 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Fim da taxa das blusinhas: governo arrecadou R$ 6,8 bi desde 2025 com imposto

Antes de acabar com a taxa das blusinhas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrecadou R$ 6,8 bilhões com imposto de importação entre 2025 e 2026.

A decisão de zerar o tributo para compras de até US$ 50 e reduzir pela metade para remessas de até US$ 3 mil acontece em meio a alta de arrecadação com o imposto.

Segundo dados da Receita Federal, em 2025, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com as encomendas internacionais. Na comparação com 2024, o volume de recursos cresceu 2,12 bilhões de um ano para o outro.

A implementação do imposto de 20% sobre compras de até US$ 50 ocorreu em agosto de 2024 após idas e vindas no Congresso Federal.

Já em 2026, o imposto gerou uma arrecadação de R$ 1,78 bilhão em imposto de importação para a gestão petista nos quatro primeiros meses do ano. Esse número representou uma alta de 25% na comparação com o mesmo ano.

A expectativa, com esses números, era que a arrecadação deste ano superasse a de 2025, mas com o fim do imposto, os números tendem a cair nos próximos meses.

Como fica o imposto para compras em sites como Shein e Aliexpress?

Antes da medida, compras de até US$ 50 têm imposto de importação de 20%.

Com a decisão, o imposto será zerado. O consumidor terá apenas a cobrança de ICMS, imposto estadual, que varia entre 17% e 20% a depender do estado.

Além de zerar o imposto até US$ 50, a gestão petista reduziu o imposto para compras acima de US$ 50 até US$ 3 mil de 60% para 30%.

A isenção federal vale exclusivamente para compras realizadas dentro de plataformas de e-commerce certificadas no programa Remessa Conforme. Hoje, as principais varejistas internacionais integram o programa.

A chamada “taxa das blusinhas” corresponde ao imposto aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que passou a vigorar em agosto de 2024, após aprovação no Congresso, e que afetou diretamente consumidores de plataformas estrangeiras de e-commerce.

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