Flávio Bolsonaro diz que daria cargo ao pai se eleito presidente em 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira, 9, que pretende convidar o ex-presidente Jair Bolsonaro para participar de um eventual governo caso vença a eleição presidencial de 2026.
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, ele disse que o pai continua sendo sua principal referência política e afirmou que abriria espaço para ele na gestão “se quiser”.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa CNN 360º, da CNN Brasil. Segundo Flávio, além de defender uma anistia ao ex-presidente, condenado pelo STF, ele gostaria de dividir com Jair Bolsonaro o simbolismo de uma eventual posse presidencial.
“O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência”, afirmou o senador ao comentar a possibilidade de o ex-presidente ocupar um cargo em seu governo. “Se ele quiser exercer um cargo, é óbvio que vai exercer”, disse Flávio.
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Na entrevista, o senador também afirmou que tem buscado uma mulher para compor sua eventual chapa presidencial. Segundo ele, a preferência ganhou força após avaliações políticas e pesquisas internas.
“Tenho preferência por uma vice mulher”, afirmou o parlamentar, que diz procurar um nome “com experiência” e capacidade de agregar politicamente.
As declarações acontecem em meio à tentativa do entorno bolsonarista de manter Jair Bolsonaro como principal ativo político da direita, mesmo após sua condenação. Flávio também voltou a defender uma “anistia ampla” ao pai e sinalizou que essa pauta faria parte de sua campanha.
O senador ainda comentou as articulações políticas envolvendo a federação entre Progressistas e União Brasil. Ao falar sobre o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Flávio disse que o diálogo atual envolve o apoio conjunto das legendas, e não uma negociação individual.
Defesa de Bolsonaro tenta reverter condenação
As declarações de Flávio ocorreram no mesmo dia em que a defesa de Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão.
No recurso enviado ao ministro Edson Fachin, os advogados alegam cerceamento de defesa e questionam a validade da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A defesa também pede a exclusão de crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
A ofensiva jurídica acontece após a promulgação da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova legislação reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime, o que pode beneficiar condenados em casos semelhantes ao do ex-presidente.
Também nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes foi definido como relator das ações apresentadas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que questionam a constitucionalidade da nova lei no Supremo.
(Com O Globo)
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