Fluxo cambial no Brasil, PMIs na Europa e emprego nos EUA: o que move os mercados

Por Caroline Oliveira 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Fluxo cambial no Brasil, PMIs na Europa e emprego nos EUA: o que move os mercados

Os mercados globais voltam as atenções nesta quarta-feira, 6, para uma bateria de indicadores de atividade, com destaque para os PMIs de serviços na Europa, dados de emprego nos Estados Unidos e números do setor automotivo no Brasil.

O que acompanhar no Brasil

No Brasil, os dados do setor automotivo ganham destaque às 10h. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anuncia a produção de veículos — na última leitura, houve avanço de 27,6%.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica os dados de vendas de veículos, que cresceram 45,5% na base mensal na divulgação anterior.

No mesmo horário, saem os PMIs: na leitura anterior, o índice de serviços marcou 50,1, enquanto o composto ficou em 49,9.

Às 14h30, será o Banco Central (BC) divulga o fluxo cambial estrangeiro, que na última leitura foi de US$ 9,184 bilhões.

O que acompanhar nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o principal destaque é o relatório de empregos privados ADP, que será divulgado às 09h15, com expectativa de criação de 116 mil vagas em abril, acima das 62 mil do mês anterior.

Mais cedo, às 8h, saem os dados do mercado imobiliário, incluindo a taxa média de hipotecas de 30 anos, anteriormente em 6,37%, além dos pedidos semanais de hipotecas, que haviam recuado 1,6% na última leitura.

Às 11h30, o mercado acompanha os estoques semanais de petróleo. A expectativa é de queda de 2,8 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto, após recuo de 6,234 milhões na semana anterior. Já os estoques de gasolina devem cair 1,7 milhão de barris, depois de uma queda de 6,075 milhões.

No mesmo horário, também será divulgado o relatório semanal da EIA sobre os estoques de destilados, com expectativa de queda de 2,0 milhões de barris, após recuo de 4,494 milhões na semana anterior.

Ao longo do dia, investidores também monitoram falas de dirigentes de bancos centrais, como Austan Goolsbee, do Federal Reserve (Fed), às 14h00.

O que acompanhar na Europa e Ásia

Na Europa, a agenda começa às 03h45 e é carregada, com a divulgação dos PMIs de serviços e compostos das principais economias.

Na França, os dados saem às 04h50, com o PMI de serviços projetado em 46,5 (ante 48,8) e o composto em 47,6 (ante 48,8).

Na Alemanha, às 04h55, o PMI de serviços deve cair para 46,9 em abril, bem abaixo dos 50,9 anteriores, enquanto o índice composto deve recuar para 48,3, frente a 51,9.

Já na Zona do Euro, às 05h, o PMI de serviços deve recuar para 47,4, contra 50,2, e o composto para 48,6, ante 50,7 — ambos abaixo da linha de 50, que separa expansão de contração.

Entre os poucos destaques positivos, o Reino Unido deve mostrar resiliência: às 05h30, o PMI de serviços é projetado em 52,0 (ante 50,5), enquanto o composto também deve marcar 52,0, acima dos 50,3 anteriores.

Ainda na região, às 06h, será divulgado o índice de preços ao produtor (IPP) da Zona do Euro, com expectativa de alta de 3,3% em março na comparação mensal, revertendo a queda de 0,7% anterior. No dado anual, a projeção é de avanço de 1,6%, após retração de 3,0%.

No campo institucional, o vice-presidente do Bundesbank, Claudia Buch, fala às 04h30 e às 06h45. Já Philip Lane, do Banco Central Europeu (BCE), discursa às 12h30.

No Japão, os mercados permanecem fechados pelo Dia da Constituição. Mas, às 20h50, o país divulga as atas de sua última reunião de política monetária, além da base monetária, com expectativa de queda de 10,5% em abril, após retração de 11,6%.

Um olha no B3 e o outro em Wall Street

A temporada de balanços promete volatilidade tanto na B3 quanto em Nova York nesta quarta-feira. No Brasil, Klabin e Smart Fit divulgam seus números antes da abertura do mercado.

Após o fechamento, Bradesco, CSN, CSN Mineração, Minerva, Vibra, CBA, Cogna, Totvs, Dexco, Auren, Riachuelo e Taesa movimentam o after-market.

Os investidores devem focar na qualidade do crédito e nível de provisões no Bradesco, na geração de caixa e endividamento de exportadoras e siderúrgicas, além de repasse de preços e margens em empresas de consumo, educação e tecnologia.

No exterior, a agenda também é intensa, com resultados de empresas como Arm, Novo Nordisk, Disney, Uber, CVS, Equinor, Marriott, DoorDash, Warner Bros. Discovery e Fortinet.

Analistas devem acompanhar o crescimento de receita, a evolução da base de usuários e a rentabilidade das companhias.

Tensão no Oriente Médio

A tensão no Oriente Médio voltou a escalar após novos ataques no Estreito de Ormuz, envolvendo forças iranianas e embarcações ligadas aos Estados Unidos, o que coloca em risco a trégua vigente desde abril.

A região, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, voltou ao centro das preocupações com segurança energética.

Ataques com drones e mísseis atingiram navios e instalações nos Emirados Árabes Unidos, enquanto os EUA responderam com ações militares pontuais para garantir a navegação.

Apesar da escalada, o presidente Donald Trump sinalizou que pretende manter, por ora, uma estratégia de contenção e negociação, evitando classificar formalmente os episódios como quebra do cessar-fogo.

Nos bastidores, há um impasse entre intensificar a pressão militar ou buscar um acordo diplomático, especialmente em torno do programa nuclear iraniano. Aliados políticos pressionam por uma resposta mais dura, enquanto o governo norte-americano tenta evitar um conflito mais amplo.

O aumento das tensões já impacta os mercados globais, com alta nos preços do petróleo diante do risco de interrupções na oferta.

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