Fórum do Pacto Global da ONU reúne empresas para impulsionar década decisiva da agenda ESG
Com 2030 se aproximando, como transformar compromissos ESG em competitividade e inovação?
Em um cenário global de crise climática e transformações econômicas e sociais agravadas pelo contexto geopolítico, essa é a pergunta que move o Fórum Ambição 2030, promovido pelo Pacto Global da ONU nesta terça-feira, 2, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP).
O evento reúne cerca de 450 executivos para debater soluções concretas em temas como transição energética, economia circular, inteligência artificial, rastreabilidade nas cadeias de valor, diversidade, financiamento sustentável, saúde mental, governança e futuro do trabalho.
O mote desta quarta edição é fechar a lacuna entre o discurso e a transformação real dos negócios nesta década que é decisiva para a agenda de sustentabilidade.
O Fórum prevê ainda a apresentação de novos compromissos e metas empresariais, além da publicação do relatório de resultados do Ambição 2030 — iniciativa que mobiliza os negócios em torno de compromissos relacionados a meio ambiente, anticorrupção, direitos humanos e trabalho.
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Outro anúncio esperado será a nova composição de seu Conselho de Administração para o próximo ciclo de gestão, hoje sob do diretor executivo Guilherme Xavier.
Para Guilherme Xavier, o setor privado tem papel central nesse momento crítico da Agenda 2030 e isso exige capacidade de implementação, colaboração e liderança.
"O Brasil tem todas as condições de ocupar posição estratégica nesse debate internacional, especialmente em agendas relacionadas ao clima, biodiversidade, transição energética, integridade e direitos humanos", afirma.
A visão é compartilhada por Mônica Gregori, Diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU: "Vivemos um período de instabilidade e de questionamentos sobre o multilateralismo, mas não podemos nos paralisar", complementa a executiva.
O Fórum Ambição 2030 quer mostrar que o setor privado brasileiro está disposto a atuar de forma colaborativa para acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e construir soluções para os desafios do país.
"Mais do que discutir sustentabilidade, estamos falando sobre redesenhar o futuro do Brasil com inovação, inclusão e responsabilidade", destaca Mônica.
A edição de 2026 também reforça o posicionamento do Brasil como ator relevante no quebra-cabeça mundial e está à frente da presidência da COP30 até passar o bastão na COP31, em novembro, na Turquia.
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