Fotos de Deolane com familiares de Marcola seriam provas de vínculo com o PCC

Por Everton Henrique 14 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Fotos de Deolane com familiares de Marcola seriam provas de vínculo com o PCC

A investigação que levou à prisão de Deolane Bezerra ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um relatório produzido pelo Ministério Público de São Paulo. O documento, elaborado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, reúne informações que, segundo os investigadores, reforçam a proximidade da influenciadora com integrantes da família de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os elementos citados estão registros fotográficos, conexões em redes sociais e movimentações financeiras que passaram a integrar o conjunto de evidências analisadas pelas autoridades.

De acordo com o relatório, Deolane Bezerra aparece em imagens ao lado de familiares de Marcola durante encontros e eventos particulares. Uma das fotografias mencionadas mostra a advogada ao lado de Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Camacho Júnior, irmão do líder da facção. Outras imagens também registrariam a presença da influenciadora em momentos ao lado de parentes próximos da família Camacho. Além disso, os investigadores destacaram interações em redes sociais, incluindo o fato de Deolane seguir o perfil de Victoria Alves Herbas Camacho, sobrinha de Marcola. Para a investigação, esses elementos ajudam a demonstrar uma relação de proximidade entre os envolvidos. A defesa da influenciadora, por sua vez, já declarou anteriormente que ela não possui qualquer ligação com organizações criminosas.

Acusações envolvem lavagem de dinheiro e movimentação milionária

Segundo o Ministério Público, as apurações indicam que Deolane Bezerra teria utilizado empresas e terceiros para movimentar recursos que seriam provenientes de atividades ilícitas. O relatório sustenta a tese de que a influenciadora exerceria papel estratégico na circulação desses valores, utilizando estruturas empresariais para inserir o dinheiro no sistema financeiro formal. O delegado Ramon Euclides Guarnieri, da Polícia Civil de São Paulo, chegou a afirmar em entrevista ao programa Fantástico: “Ela acaba se imiscuindo [envolvendo] cada vez mais, e agora a investigação demonstra nas atividades dessa organização criminosa”. As investigações também apontam supostos planos de envio de recursos para fundos localizados em Dubai, operação que, segundo os promotores, poderia facilitar esquemas internacionais de lavagem de dinheiro.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público inclui nomes como Marcola, seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, além de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Everton de Souza e a própria Deolane Bezerra. Enquanto a Promotoria sustenta que há elementos suficientes para justificar a manutenção das prisões preventivas e o prosseguimento das acusações, os advogados dos denunciados contestam as conclusões da investigação. Em nota, a defesa argumenta que as acusações são frágeis e afirma que o simples vínculo familiar entre alguns dos citados não pode ser interpretado como prova de participação em atividades criminosas. O caso segue em tramitação na Justiça e ainda será analisado ao longo das próximas etapas do processo.

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