Função renal de Bolsonaro melhora, mas médicos reforçam antibióticos
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. O boletim médico divulgado na manhã deste domingo, 15, informa que houve nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue — o que levou a equipe médica a ampliar a cobertura antibiótica do paciente.
Por outro lado, os médicos apontam que Bolsonaro apresentou melhora da função renal, revertendo a piora registrada no boletim anterior, divulgado no sábado, 14.
"Evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue. Em decorrência destas alterações, houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos", afirma o documento, assinado pelos médicos Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique (cardiologista), Brasil Caiado (cardiologista), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. (coordenador da UTI Geral) e Allisson B. Barcelos Borges (diretor geral).
O ex-presidente segue recebendo suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento.
Pneumonia por broncoaspiração
Bolsonaro está sendo tratado de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração — condição em que conteúdo do estômago ou da boca é aspirado para os pulmões, provocando infecção. O risco desse tipo de complicação estava no radar da equipe médica há algum tempo.
O cirurgião Claudio Birolini afirmou, já na sexta-feira, que alertas sobre a pneumonia aspirativa — ligada aos episódios de refluxo que Bolsonaro enfrenta desde que foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018 — constavam em relatórios enviados ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Internação desde sexta-feira
O ex-presidente deu entrada no DF Star na manhã de sexta-feira, 13, após relatar náuseas e tremores durante a madrugada, quando ainda estava custodiado na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar — a chamada "Papudinha", em Brasília. Ele também apresentava febre e calafrios. Diante do quadro, a equipe médica decidiu pela transferência imediata.
Ao chegar ao hospital, Bolsonaro recebeu suporte de oxigênio por cateter nasal e passou por exames laboratoriais e tomografia. Logo na tarde de sexta, o médico Birolini classificou o estado de saúde do ex-presidente como "extremamente grave", apesar da estabilidade clínica naquele momento. A previsão inicial era de que a internação duraria ao menos sete dias.
Bolsonaro cumpre pena desde janeiro na "Papudinha". Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
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