Futebol no sofá: filmes e séries para entrar no clima da Copa do Mundo
O timing não poderia ser melhor. Com a Copa do Mundo começando em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, o futebol brasileiro não está só nos gramados, mas também nas telas. O documentário Zico, o Samurai de Quintino, dirigido por João Wainer, estreou em 30 de abril em 511 salas e já se tornou o documentário brasileiro mais assistido de 2026, segundo dados do portal Filme B. Após seis anos em produção, o longa abre o acervo pessoal do ídolo do Flamengo pela primeira vez, com registros que vão do subúrbio de Quintino às glórias no Japão.
"Bateu emoção direto, o tempo todo. Você começa a lembrar de tudo o que aconteceu na sua carreira. Tem lances ali que eu vou ver dez vezes e vou chorar dez vezes", disse Zico na pré-estreia.
A primeira obra de Walter Salles após o Oscar de Ainda Estou Aqui também chega em 2026. Sócrates Brasileiro é uma série documental de quatro episódios para a Globoplay, prevista para outubro, coproduzida pela VideoFilmes, Anonymous Content Brasil e Globo. Entre os depoimentos confirmados estão Raí, Walter Casagrande Jr., Zico e ex-jogadores da seleção italiana de 1982. O projeto abarca muito mais do que futebol: médico formado pela USP, militante do PT e protagonista da Democracia Corinthiana, Sócrates é um dos personagens mais complexos do esporte brasileiro.
Sócrates na Copa do Mundo de 1986, com a faixa de protesto na cabeça — imagem que Walter Salles vai revisitar na série documental "Sócrates Brasileiro", prevista para outubro na Globoplay (Getty Images)
A Netflix também entrou no jogo. Brasil 70: A Saga do Tri, minissérie da O2 Filmes com direção de Pedro e Paulo Morelli e Rodrigo Santoro no elenco, estreia em 29 de maio. A produção usa efeitos especiais para reconstruir jogadas e momentos que não foram capturados em detalhes na década de 1970, oferecendo ângulos inéditos.
A plataforma ainda lança Ronaldinho Gaúcho, minissérie de três episódios com acesso exclusivo e depoimentos de Messi, Neymar e Roberto Carlos, e Tetra: Acreditar de Novo, que revisita a conquista de 1994 com material inédito.
O que une todas essas produções é menos a nostalgia e mais o momento. Com o Brasil entrando numa Copa após anos de crise de identidade no futebol, revisitar os ídolos virou também uma forma de entender o que se perdeu e o que ainda pode ser recuperado.
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