G7 lança rede de portos para reforçar combate ao narcotráfico

Por Estela Marconi 17 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
G7 lança rede de portos para reforçar combate ao narcotráfico

Os líderes do G7 aprovaram nesta terça-feira uma declaração conjunta para ampliar o combate ao narcotráfico internacional, com foco no fortalecimento da segurança marítima e portuária.

O documento também recebeu o apoio de países convidados da cúpula, entre eles o Brasil e a Coreia do Sul.

Segundo a declaração, o transporte marítimo continua sendo a principal rota utilizada para o tráfico global de drogas e de precursores químicos. Diante desse cenário, os países se comprometeram a ampliar a cooperação internacional para interceptar carregamentos ilícitos e aumentar a proteção de portos e cadeias globais de suprimentos.

Grupo cria rede internacional de portos

A principal medida anunciada foi a criação da Rede G7+ de Portos para Combater o Narcotráfico. A iniciativa busca fortalecer a coordenação entre autoridades portuárias e órgãos de segurança dos países participantes.

A rede terá como objetivo ampliar o compartilhamento de informações, promover a adoção de melhores práticas de segurança e realizar visitas conjuntas entre autoridades responsáveis pelo combate ao crime organizado.

Os líderes também recomendaram que os ministros responsáveis implementem a iniciativa até novembro de 2026, além de reforçarem a cooperação com o setor privado para elevar os padrões de segurança marítima e portuária.

O documento destaca ainda a preocupação com a infiltração de organizações criminosas em instituições públicas e privadas.

Segundo os países do G7, essa prática tem se tornado parte central do modelo de negócios de grupos criminosos transnacionais. Por isso, os governos se comprometeram a intensificar ações para impedir que essas organizações utilizem estruturas legítimas para facilitar atividades ilegais.

Além do tráfico de drogas, a declaração prevê ações coordenadas contra crimes como tráfico de pessoas, fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Os países também prometeram fortalecer investigações financeiras para rastrear, congelar, apreender e confiscar recursos obtidos por meio dessas atividades ilícitas, incluindo ativos virtuais utilizados por organizações criminosas.

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