Governo de SP e BB assinam crédito de R$ 2,6 bi para túnel Santos-Guarujá
O Banco do Brasil formaliza nesta segunda-feira, 13, uma operação de crédito de R$ 2,57 bilhões para financiar a contrapartida do Estado de São Paulo na PPP do Túnel Imerso Santos-Guarujá, em mais um avanço institucional de um dos maiores projetos de mobilidade urbana do país.
O financiamento viabiliza a participação do Estado no contrato de concessão patrocinada — modelo em que há divisão de investimentos entre poder público e iniciativa privada — firmado com o grupo português Mota-Engil.
O empreendimento soma quase R$ 7 bilhões em investimentos totais e integra o Novo PAC, programa federal de aceleração do crescimento[/grifar].
A cerimônia ocorre na capital paulista e reúne autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Dario Durigan, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o secretário estadual da Fazenda, Samuel Kinoshita.
O BB atuará como agente de crédito e coordenação, reduzindo riscos e ampliando a atratividade para investidores privados. A garantia da União funciona como mitigador de risco fiscal.
O túnel será o primeiro imerso — estrutura construída por módulos submersos — da América Latina. Com 870 metros de extensão, a ligação conectará Santos e Guarujá sob o canal portuário, com três faixas por sentido, além de passagem para pedestres, ciclistas e infraestrutura de serviços.
A obra deve reduzir o tempo de travessia entre as cidades para cerca de cinco minutos, ante até uma hora atualmente por via rodoviária, em um trajeto de aproximadamente 40 quilômetros. O impacto esperado inclui ganhos logísticos no Porto de Santos, maior fluidez urbana e estímulo ao desenvolvimento econômico da Baixada Santista.
Contrato, cronograma e impacto econômico
A assinatura do financiamento ocorre semanas após o governo paulista formalizar o contrato da PPP com a Mota-Engil, vencedora do leilão realizado na B3 em 2025, com desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual de R$ 438,3 milhões.
O contrato tem duração de 30 anos e inclui construção, operação e manutenção da infraestrutura. A expectativa é de geração de cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras, que devem começar efetivamente após etapas preparatórias previstas para 2026 e 2027.
A licença ambiental prévia já foi emitida pela Cetesb, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, com condicionantes relacionadas a impactos ambientais, incluindo manguezais e fauna local. Esse aval reduz incertezas regulatórias e acelera o cronograma do projeto.
A produção dos módulos de concreto deve começar em 2027, com montagem submersa prevista até 2030. A entrada em operação está estimada para 2031.
O projeto é tratado pelo governo paulista e federal como estruturante, com potencial de alterar a dinâmica logística e urbana de uma região que concentra cerca de 2 milhões de pessoas.
A retirada do projeto do papel também deve ter sua partenidade disputada durante a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve enfrentar o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
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