Governo Lula libera crédito de R$ 21 bi para compra de ônibus e caminhões
O governo Lula lançou nesta quinta-feira, 30, a ampliação do programa Move Brasil, que dá crédito subsidiado para a compra de caminhões e ônibus. Ao todo, serão destinados ao programa R$ 21,2 bilhões, entre recursos do Tesouro e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desse montante, R$ 14,5 bilhões serão recursos do Tesouro, e R$ 6,7 bilhões serão do BNDES.
O governo editou uma medida provisória que autoriza a União a aumentar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) em até R$ 2 bilhões para oferecer garantias em operações de crédito, em especial a micro, pequenas e médias empresas.
No anúncio, que teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi anunciada outra medida provisória que cria R$ 17 bilhões em crédito extraordinário para dar cobertura ao aporte no FGI e à ampliação do Move Brasil. A norma prevê ainda aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) para garantias públicas a exportações.
Taxas de juros
O governo também reduziu os juros e o valor das primeiras parcelas na modalidade voltada a caminhoneiros autônomos e frotistas, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O prazo máximo de financiamento será de 120 meses (10 anos).
A gestão Lula tem buscado se aproximar desse público, considerado mais simpático à direita, em especial a bolsonarista.
"Quando a gente olha para os (caminhoneiros) autônomos, a gente está melhorando em muito as condições (em relação à primeira versão do Move Brasil), seja na questão da taxa de juros, que está indo a 11,3% e 12,4%, já melhorando muito (na comparação) com os 14,9% e 14,2% que tínhamos. O prazo foi estendido para 10 anos e teremos parcelas iniciais a partir de R$ 3 mil e dando condição para que o caminhoneiro autônomo possa fazer uso dessa linha de financiamento", disse Durigan.
Pela formatação do programa, o valor máximo de financiamento, por beneficiário, pode chegar a R$ 50 milhões.
O crédito é viabilizado por meio de bancos e instituições financeiras cadastradas no programa. Ao todo, são cerca de 80.
A gestão de Lula tem buscado acenar à categoria dos caminhoneiros. O Ministério dos Transportes e a Secretaria-Geral da Presidência já têm mantido interlocução com lideranças dos caminhoneiros nos últimos meses, com o objetivo de ouvir demandas.
Além disso, o governo formulou em março a Medida Provisória que aumentou os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a fiscalização do cumprimento da lei do frete mínimo, por exemplo. A medida ajudou a distencionar a relação com lideranças dos caminhoneiros e a afastar, por ora, ameaças de greves e paralisações.
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