Governo suspende lote de azeite fraudado e impróprio para consumo
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), emitiu um alerta de risco aos consumidores sobre a venda do azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo, lote 260289, classificado como impróprio para consumo humano.
A fiscalização foi realizada pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), com apoio do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal em Araraquara.
As amostras recolhidas passaram por análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), localizado em Goiás, que identificou a presença de mistura com outros óleos vegetais na composição do produto, caracterizando fraude. Diante do resultado, foi determinado o recolhimento imediato do lote irregular.
Durante a investigação, o Mapa constatou inconsistências relacionadas à empresa responsável pela importação e comercialização do azeite. O endereço e o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) informados nos rótulos e nos documentos fiscais não foram encontrados ou confirmados. A empresa foi notificada pela SFA-SP, porém não se manifestou dentro do prazo estabelecido e será alvo de autuação administrativa.
A SDA destaca que a comercialização desse produto representa uma infração grave, e os estabelecimentos que mantiverem o item à venda poderão sofrer penalidades. O Ministério orienta que os consumidores interrompam o uso imediatamente e solicitem a substituição, como prevê o Código de Defesa do Consumidor.
Azeite pode melhorar a memória? Saiba o que diz a ciência
O consumo de azeite extravirgem pode melhorar a saúde do cérebro, a memória e a função cognitiva, segundo um estudo da Universitat Rovira i Virgili. A pesquisa acompanhou adultos por dois anos e comparou os efeitos de diferentes tipos de azeite na saúde cerebral.
Os resultados, publicados no portal ScienceDaily, mostram que participantes que consumiam azeite extravirgem apresentaram melhora no desempenho cognitivo ao longo do período analisado. Já aqueles que utilizavam a versão refinada registraram redução na diversidade da microbiota intestinal.
O estudo envolveu 656 adultos entre 55 e 75 anos com sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica. Os dados fazem parte do projeto PREDIMED-Plus, que investiga a relação entre alimentação, saúde metabólica e risco cardiovascular. Segundo os pesquisadores, este é o primeiro estudo prospectivo em humanos a analisar a relação entre consumo de azeite, microbiota intestinal e função cognitiva.
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