Governo Trump recua e revoga sanções contra relatora da ONU sobre Palestina

Por Estela Marconi 21 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Governo Trump recua e revoga sanções contra relatora da ONU sobre Palestina

O governo dos Estados Unidos retirou as sanções impostas à relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro.

A decisão revoga restrições financeiras e de entrada no país que haviam sido aplicadas em 2025 e retira o nome da advogada italiana da lista de Cidadãos Especialmente Designados, medida que na prática também libera seu acesso ao território americano.

A reversão ocorre uma semana após um juiz federal em Washington suspender temporariamente as sanções impostas pelo governo Donald Trump, ao avaliar que as medidas poderiam representar uma violação à liberdade de expressão.

Na decisão, o tribunal considerou que havia indícios de que as restrições tinham caráter inconstitucional, ao limitar a atuação da relatora da ONU em temas relacionados ao conflito no Oriente Médio.

As sanções haviam sido impostas em julho de 2025, no âmbito de um programa do governo americano relacionado a medidas vinculadas ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Na ocasião, Washington acusou Francesca Albanese de atuar de forma contrária a interesses dos Estados Unidos e de aliados ao incentivar investigações internacionais sobre supostos crimes de guerra.

A relatora vinha criticando publicamente a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e defendendo a apuração de possíveis violações de direito internacional.

A família de Albanese, que vive nos Estados Unidos, havia afirmado que as sanções afetaram diretamente sua rotina, incluindo restrições de acesso à residência em Washington, onde vive sua filha, cidadã americana.

A decisão do Tesouro contrasta com declarações anteriores do secretário de Estado, Marco Rubio, que em fevereiro havia classificado a atuação da relatora como parte de uma suposta “guerra jurídica” contra os Estados Unidos.

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