GPA sobe mais de 14% no Ibovespa com plano de reestruturação da dívida

Por Clara Assunção 5 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
GPA sobe mais de 14% no Ibovespa com plano de reestruturação da dívida

As ações do GPA (PCAR3) lideram as altas do Ibovespa nesta quarta-feira, 4, após a forte queda registrada na véspera. Às 16h, quando o principal índice da B3 subia 1,13%, aos 185.167 pontos, os papéis da companhia avançavam 14,67%.

O movimento ocorre depois de uma derrocada de 17,78% na terça-feira, que levou a ação a fechar cotada a R$ 2,59.

Na ocasião, o mercado reagiu à notícia de que a companhia havia apresentado pedido incidental de tutela cautelar para o bloqueio das ações detidas pelo ex-controlador Casino, com o objetivo de preservar direitos e garantias em um processo de arbitragem iniciado em maio do ano passado.

A disputa envolve a cobrança de diferenças no recolhimento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) relativas aos anos-calendário de 2007 e 2013, por suposta dedução indevida de amortizações de ágio.

Os papeís da companhia também foram impactados pela nota da agência de classificação de risco Fitch Ratings, que rebaixou o rating corporativo da companhia de “A”, com observação negativa, para “CCC”.

GPA contrata advogados para reestruturar dívida

Já nesta quarta-feira, as ações reagem à informação de que a Companhia Brasileira de Distribuição contratou o escritório Munhoz Advogados, especializado em reestruturação de dívidas.

Em fato relevante divulgado mais cedo, a varejista, que controla as bandeiras Pão de Açúcar e Extra, esclareceu que as negociações têm como principal objetivo reforçar a liquidez da companhia e não envolvem suas operações diárias, como o relacionamento com fornecedores, clientes e parceiros.

De acordo com o grupo, as iniciativas incluem negociações para alongamento de prazos de dívidas financeiras, redução do custo financeiro e de despesas e monetização de créditos tributários.

A companhia também negou qualquer discussão sobre recuperação judicial.

A administração já havia afirmado, em 25 de fevereiro, que vem enfrentando dificuldades para reestruturar seu principal negócio de alimentos e que está tomando medidas para mitigar os riscos associados aos elevados vencimentos de dívidas em 2026.

Os números mais recentes mostram aumento da alavancagem. A relação entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou para 2,4 vezes no fim de 2025, ante 1,6 vez no ano anterior. A dívida líquida subiu para R$ 2,08 bilhões, frente a R$ 1,39 bilhão em 2024.

O cenário ocorre em meio a um ambiente desafiador para o varejo brasileiro, pressionado por taxas de juros elevadas e alto nível de endividamento.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: