Guerra no Irã cria padrão: bolsa sobe no início da semana e cai às sextas

Por Ana Luiza Serrão 2 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Guerra no Irã cria padrão: bolsa sobe no início da semana e cai às sextas

O mercado acionário consolidou um comportamento recorrente nas últimas cinco semanas nos Estados Unidos: o índice S&P 500 inicia a semana em trajetória de valorização e despenca às quintas e sextas-feiras. O fenômeno, conforme fontes reportaram à Bloomberg, está diretamente associado às incertezas sobre a guerra no Irã, que dura cinco semanas e não apresenta sinal de resolução iminente.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, o S&P 500 acumulou ganhos nos três primeiros dias úteis de cada semana, mas registrou perdas totais de 9% se somadas apenas as sessões de quintas e sextas-feiras.

O padrão não se restringe ao mercado estadunidense, pois dinâmica semelhante foi observada em bolsas europeias, mercados emergentes e em parte do mercado de Treasuries, embora com impacto menor.

O risco do fim de semana

O fim de semana representa uma janela de dois a três dias — no caso do feriado desta semana, três dias — durante a qual os mercados permanecem fechados, mas os desdobramentos do conflito continuam.

E é justamente nesse período que eventos geopolíticos de grande impacto podem ocorrer sem que investidores tenham a possibilidade de ajustar posições, já que as bolsas de valores ficam fechadas.

O gestor de portfólio da Integrity Asset Management, Joe Gilbert, descreveu à Bloomberg que é como "entrar em um apagão de negociação com riscos imprevisíveis."

Volatilidade ao padrão Trump

Um fator que também aumenta essa percepção é um padrão do presidente Donald Trump, que tem utilizado os fins de semana para anunciar iniciativas de grande repercussão nos mercados, conforme a Bloomberg.

Trump, inclusive, endureceu o discurso contra o Irã na noite de quarta-feira, 1º, possivelmente revertendo tendência positiva do mercado vista no início da semana, indicam os contratos futuros.

Para o estrategista-chefe da Interactive Brokers, Steve Sosnick, "a tendência de queda continua até que haja um retorno verificável a algo parecido com a normalidade."

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