Guerra, vistos e imigração: Irã vive caos logístico após estreia na Copa do Mundo

Por Gabriella Brizotti 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Guerra, vistos e imigração: Irã vive caos logístico após estreia na Copa do Mundo

A estreia da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 ficou marcada não apenas pelo empate em 2 a 2 diante da Nova Zelândia, mas também por uma série de dificuldades enfrentadas pela delegação fora das quatro linhas.

Após a partida realizada em Los Angeles, o grupo precisou deixar os Estados Unidos imediatamente e retornar ao México, onde está instalado durante a fase de grupos.

O técnico Amir Ghalenoei criticou a situação e afirmou que a logística imposta tem prejudicado a preparação da equipe para o torneio.

Capitão passa por retenção na imigração

Além da mudança forçada de planos, integrantes da delegação também enfrentaram problemas no aeroporto. Segundo veículos estatais iranianos, o atacante Mehdi Taremi, principal nome da equipe, e o auxiliar técnico Saeid Alhouei tiveram os documentos analisados por um período maior do que o previsto durante os procedimentos imigratórios em Los Angeles.

Os dois acabaram liberados posteriormente e seguiram viagem para Tijuana, cidade mexicana que serve de base para a seleção durante a competição.

Questão de visto preocupa federação

Outro problema envolve o atacante Mehdi Torabi. Diferentemente dos demais integrantes da delegação, ele recebeu autorização para apenas uma entrada em território norte-americano.

Como os próximos compromissos do Irã serão disputados nos Estados Unidos, a Federação Iraniana de Futebol iniciou procedimentos para obter uma nova autorização e evitar que o jogador fique impossibilitado de acompanhar a equipe.

A expectativa é resolver a situação antes do duelo contra a Bélgica, marcado para o próximo domingo, 21, em Los Angeles.

México virou a casa do Irã

Originalmente, a seleção iraniana planejava realizar sua preparação em Tucson, no estado do Arizona. Entretanto, o agravamento das tensões entre Irã e Estados Unidos obrigou a delegação a alterar completamente os planos.

Com a intervenção da Fifa, o time transferiu sua base para Tijuana, no México. Desde então, os jogadores têm cruzado a fronteira apenas para treinamentos e partidas em território norte-americano.

As restrições também afetaram os torcedores. Dias antes do início da Copa, a Federação Iraniana informou que sua cota oficial de ingressos para o Mundial havia sido cancelada, dificultando a presença de apoiadores nos estádios.

Guerra influencia participação iraniana

A participação do Irã no Mundial foi cercada de incertezas devido ao conflito militar envolvendo o país e os Estados Unidos nos meses anteriores à competição.

O cenário começou a mudar justamente no dia da estreia iraniana, quando representantes dos dois governos anunciaram um acordo para encerrar o conflito que se arrastava havia mais de três meses.

Mesmo com o avanço diplomático, os reflexos da crise seguem presentes na rotina da seleção durante a Copa do Mundo.

Após o empate contra a Nova Zelândia, Mehdi Taremi lamentou os transtornos enfrentados pela equipe e pediu maior apoio da Fifa.

Segundo o atacante, as dificuldades logísticas acabam impactando o desempenho dos jogadores e desviam o foco do que realmente importa dentro do torneio.

Para o camisa 9, o elenco deseja apenas disputar a competição em condições adequadas e representar seu país dentro de campo.

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